{"id":14674,"date":"2023-11-08T16:00:15","date_gmt":"2023-11-08T16:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/natour-project.eu\/?page_id=14674"},"modified":"2023-11-20T12:01:16","modified_gmt":"2023-11-20T12:01:16","slug":"conteudos-de-aprendizagem-modulo-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/conteudos-de-aprendizagem-modulo-2\/","title":{"rendered":"Conte\u00fados de Aprendizagem \u2013 M\u00f3dulo 2. Cria\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de produtos, parcerias e empresas ecotur\u00edsticas"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"14674\" class=\"elementor elementor-14674\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-171881f5 module-topics-info elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"171881f5\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-3af998ec\" data-id=\"3af998ec\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-183c266d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"183c266d\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-1\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 1. Princ\u00edpios de gest\u00e3o para empresas e produtos de ecoturismo: planejamento, organiza\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e controle.<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ff52a8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"ff52a8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Conforme explicado no primeiro m\u00f3dulo, ecoturismo \u00e9 um processo de desenvolvimento de turismo de forma mais sustent\u00e1vel que contribui na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, enriquece a liga\u00e7\u00e3o entre os visitantes e a natureza, sustenta o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o local, inclui interpreta\u00e7\u00e3o ou uma experi\u00eancia de aprendizagem, envolve a\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel por parte dos turistas e da ind\u00fastria do turismo, \u00e9 direcionado principalmente a pequenos grupos, por empresas de pequena escala, requer o menor consumo poss\u00edvel de recursos n\u00e3o renov\u00e1veis, enfatiza a participa\u00e7\u00e3o local, e oportunidades de neg\u00f3cios para comunidades locais (UNEP, 2002). Portanto, empresas e produtos de ecoturismo devem ser planejados e organizados seguindo os princ\u00edpios do ecoturismo.\u00a0\u00a0<\/span><\/p><p>As fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de apoio \u00e0s empresas de ecoturismo e \u00e0 gest\u00e3o de produtos s\u00e3o quatro: planejamento, organiza\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e controle. Eles precisam ser entendidos como um ciclo e um processo em que as etapas s\u00e3o organizadas sistematicamente. O planejamento \u00e9 o ponto de partida, e as demais fun\u00e7\u00f5es est\u00e3o interligadas para garantir a retroalimenta\u00e7\u00e3o do sistema (Sobral e Peci, 2013).\u00a0<\/p><p>Essas fun\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o podem ser entendidas como:<\/p><ul><li>Planejamento: um esfor\u00e7o orientado para alcan\u00e7ar um estado futuro desejado. Consiste em metas e planos que informam o que fazer e como fazer. O planejamento pode acontecer em diferentes n\u00edveis, desde as atividades mais estrat\u00e9gicas at\u00e9 as mais operacionais do ecoturismo. As atividades b\u00e1sicas de planejamento s\u00e3o: avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atuais (do empreendimento, projeto ou produto de ecoturismo), defini\u00e7\u00e3o do horizonte temporal, coleta de dados e defini\u00e7\u00e3o de metas.<\/li><li>Organiza\u00e7\u00e3o: refere-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de recursos para permitir a realiza\u00e7\u00e3o objetiva do projeto de ecoturismo. A organiza\u00e7\u00e3o deve: distribuir tarefas e recursos entre seus membros e desenhar a estrutura de poder (mais centralizada ou mais descentralizada). No caso das empresas de ecoturismo, a produ\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tamb\u00e9m deve ser organizada, considerando a capacidade instalada, os canais de distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o e a gest\u00e3o de res\u00edduos.<\/li><li>Dire\u00e7\u00e3o: esta fun\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os individuais para um objetivo coletivo do projeto de ecoturismo. \u00c9 um processo interpessoal, que inclui aspectos de cultura, valores, persuas\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o, lideran\u00e7a e influ\u00eancia.<\/li><li>Controle: inclui o monitoramento, acompanhamento e compara\u00e7\u00e3o do que era esperado (planejado) e o que foi alcan\u00e7ado no projeto de ecoturismo. Esta fun\u00e7\u00e3o permite a corre\u00e7\u00e3o, detec\u00e7\u00e3o de problemas e controle de qualidade. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental na forma de indicadores e padr\u00f5es para empresas e destinos de ecoturismo.<\/li><\/ul><p>Os gestores s\u00e3o respons\u00e1veis pela tomada de decis\u00f5es e pela execu\u00e7\u00e3o das quatro fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de gest\u00e3o, buscando aliar efici\u00eancia (menor desperd\u00edcio de recursos) e efic\u00e1cia (garantir o alcance dos objetivos). Eles devem se concentrar em equilibrar os pontos fortes e fracos internos da organiza\u00e7\u00e3o com aspectos externos, como oportunidades e amea\u00e7as detectadas no ambiente.<\/p><p>Numa abordagem hol\u00edstica exigida pela gest\u00e3o do ecoturismo, assumimos as organiza\u00e7\u00f5es como sistemas abertos. Ou seja, s\u00e3o vulner\u00e1veis a mudan\u00e7as que ocorrem fora e sobre as quais n\u00e3o se t\u00eam controle. O ambiente externo \u00e9 composto por for\u00e7as de mudan\u00e7a (tecnol\u00f3gica, pol\u00edtica, demogr\u00e1fica, cultural, ambiental etc.) que precisam ser monitoradas e compreendidas. No ecoturismo, faz parte desse ambiente externo uma s\u00e9rie de stakeholders que interagem e influenciam na organiza\u00e7\u00e3o.<\/p><p>O planejamento em ecoturismo \u00e9 uma ferramenta para orientar o desenvolvimento do turismo, sintetizando e representando a vis\u00e3o de todos os atores, ao mesmo tempo em que cumpre os objetivos de conserva\u00e7\u00e3o do local. Deve resultar em um documento expressando as recomenda\u00e7\u00f5es das partes interessadas sobre como o ecoturismo deve ser realizado na zona ou \u00e1rea de interesse. Esse planejamento pode incluir os seguintes t\u00f3picos:<\/p><ul><li>A exig\u00eancia de usar o ecoturismo como um conceito orientador ou pelo menos para basear a atividades de turismo de baixo impacto e geradoras de receita local.<\/li><li>O financiamento necess\u00e1rio e o apoio t\u00e9cnico e log\u00edstico estar\u00e3o dispon\u00edveis quando necess\u00e1rio (assist\u00eancia t\u00e9cnica, apoio log\u00edstico, despesas de reuni\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, etc.)<\/li><li>A aplica\u00e7\u00e3o adequa\u00e7\u00e3o do ecoturismo (a legisla\u00e7\u00e3o permite ou facilita o ecoturismo, amea\u00e7as identificadas que o ecoturismo pode contrapor, dificuldade de implementa\u00e7\u00e3o do conceito de ecoturismo, etc).<\/li><\/ul><p>A gest\u00e3o de empresas e produtos de ecoturismo pode incluir as seguintes etapas (Drumm e Moore, 2005):<\/p><ul><li>Definir prioridades: Identificar alvos (por exemplo, esp\u00e9cies priorit\u00e1rias), estabelecer metas para n\u00famero e distribui\u00e7\u00e3o de alvos de conserva\u00e7\u00e3o, reunir informa\u00e7\u00f5es e dados relevantes e projetar uma rede de \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o para atingir as metas.<\/li><li>Desenvolver estrat\u00e9gias: implica em estabelecer para \u00e1reas tem\u00e1ticas para o planejamento das \u00e1reas: sistemas (os alvos de conserva\u00e7\u00e3o), fatores de estresse (ex. eros\u00e3o do solo), fontes de estresse (ex. impactos relacionados ao turismo); estrat\u00e9gias para identificar e avaliar poss\u00edveis estrat\u00e9gias de mitiga\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as relacionadas ao turismo e identificar e avaliar o potencial de desenvolvimento do ecoturismo; consulta \u00e0s partes interessadas e medidas de sucesso por meio de indicadores.<\/li><li>A\u00e7\u00e3o: Preparar acordos com parceiros, capacitar parceiros, fornecer treinamento, assist\u00eancia t\u00e9cnica e recursos (financiamento de conserva\u00e7\u00e3o baseado no turismo, mitiga\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as e desenvolvimento de empreendimentos comunit\u00e1rios.<\/li><li>Medindo o sucesso: sa\u00fade da biodiversidade, redu\u00e7\u00e3o de amea\u00e7as (sucesso da estrat\u00e9gia de mitiga\u00e7\u00e3o), capacidade dos parceiros e gest\u00e3o financeira, ajuste de prioridades, estrat\u00e9gias, planos de trabalho (atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o no or\u00e7amento anual e defini\u00e7\u00e3o de metas).<\/li><\/ul><p><b><i><b>Design de produto, projeto ou empresa de ecoturismo:<\/b><\/i><\/b>\u00a0Identificar produtos, desenvolver parcerias, compreender e potencializar o conhecimento local, incorporar pesquisas, projetos adequados ao territ\u00f3rio, desenvolver pol\u00edticas e diretrizes, projetos de ecoturismo e educa\u00e7\u00e3o e marketing ambiental, conhecimento, habilidades, atitude e compromisso de prestadores de servi\u00e7os de ecoturismo com princ\u00edpios de ecoturismo.<\/p><p><i><b>Planejamento Gest\u00e3o do Ecoturismo:<\/b><\/i>\u00a0Natureza e finalidade do planejamento em ecoturismo, processo de planejamento, tipos de planos e objetivos, gest\u00e3o por objetivos em ecoturismo, tipos de estrat\u00e9gias e pol\u00edticas e processo de tomada de decis\u00e3o.<\/p><p><b><i><b>Organiza\u00e7\u00e3o na Gest\u00e3o do Ecoturismo:<\/b><\/i><\/b>\u00a0Natureza e finalidade da organiza\u00e7\u00e3o, estrutura da organiza\u00e7\u00e3o, grupos\/organiza\u00e7\u00e3o formal e informal, autoridade e estrutura de pessoal, Centraliza\u00e7\u00e3o e Descentraliza\u00e7\u00e3o, delega\u00e7\u00e3o de autoridade, pessoal, sele\u00e7\u00e3o e recrutamento, orienta\u00e7\u00e3o, desenvolvimento de carreira, treinamento e desempenho de projetos, produtos e empresas de ecoturismo.<\/p><p><b><i><b>Dire\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o do Ecoturismo:<\/b>\u00a0<\/i><\/b>Gest\u00e3o de pessoas, estilos e modelos de lideran\u00e7a, barreiras para uma lideran\u00e7a eficaz, teorias da motiva\u00e7\u00e3o, cultura organizacional, elementos e tipos de cultura organizacional e gest\u00e3o da diversidade cultural.<\/p><p><b><i><b>Controladoria na Gest\u00e3o do Ecoturismo:<\/b><\/i><\/b>\u00a0Processo de controle, tipos de controle, t\u00e9cnicas de controle or\u00e7ament\u00e1rio e n\u00e3o or\u00e7ament\u00e1rio, gerenciamento de produtividade, controle de custos, controle de compras, controle de manuten\u00e7\u00e3o, planejamento de opera\u00e7\u00f5es de controle de qualidade.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-781b539a elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"781b539a\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-2\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 2. Atores do ecoturismo em diferentes n\u00edveis. Princ\u00edpios e m\u00e9todos de an\u00e1lise dos envolvidos\/stakeholders<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2a052a5 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2a052a5\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">O planejamento e a gest\u00e3o bem-sucedidos do ecoturismo s\u00e3o altamente dependentes da capacidade das partes interessada, tanto individuais quanto organizacionais, de compartilhar informa\u00e7\u00f5es e recursos, resolver problemas e apoiar o neg\u00f3cio, coletivamente. Compreender as rela\u00e7\u00f5es entre os envolvidos, e\/ou entre as partes interessadas, pode determinar as condi\u00e7\u00f5es que possibilitam ou restringem os processos sociais no ecoturismo.<\/span><\/p><p>Clientes, comunidade, sindicatos, docentes, pesquisadores, associa\u00e7\u00f5es, ONGs, fornecedores, acionistas, funcion\u00e1rios, governo, autoridades conservacionistas e \u00f3rg\u00e3os financeiros s\u00e3o alguns que devem ser levados em considera\u00e7\u00e3o em empreendimentos ou projetos de ecoturismo.<\/p><p>A gest\u00e3o das partes interessadas pode ser organizada em 5 etapas: (1) identifica\u00e7\u00e3o, (2) determina\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia e influ\u00eancia, (3) di\u00e1logo e participa\u00e7\u00e3o, (4) interven\u00e7\u00e3o, (5) plano de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p><p><b><i><b>Identifica\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o das partes interessadas:<\/b><\/i><\/b> \u00e9 importante usar m\u00e9todos e t\u00e9cnicas para identificar as pessoas, indiv\u00edduos ou empresas, em diferentes n\u00edveis (partes interessadas prim\u00e1rias e secund\u00e1rias) que podem influenciar ou ter interesse no projeto e produto de ecoturismo, interligando-os. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante entender a \u00e1rea de preocupa\u00e7\u00e3o de cada parte interessada, documentar as necessidades das partes envolvidas e considerar as caracter\u00edsticas de cada grupo de atores\/stakeholders.<\/p><p><b><i><b>Import\u00e2ncia e influ\u00eancia das partes envolvidas:<\/b><\/i><\/b> ap\u00f3s o processo de identifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio determinar a import\u00e2ncia e influ\u00eancia de cada um dos atores envolvidos em seu projeto ou empreendimento. Uma ferramenta simples que pode ajud\u00e1-lo \u00e9 o grid de import\u00e2ncia e interesse de Zubayr et al. (2014). Usando uma escala Likert, \u00e9 poss\u00edvel definir quem s\u00e3o os atores-chave (alta import\u00e2ncia e alta influ\u00eancia) no desenvolvimento do ecoturismo. Por outro lado, quem \u00e9 a multid\u00e3o (baixa import\u00e2ncia e baixa influ\u00eancia) (Lelloltery et al., 2021). Com base nisso (veja a Figura 1) voc\u00ea pode definir diferentes estrat\u00e9gias para os stakeholders do seu projeto ou produto de ecoturismo.<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/figure.png\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"193\" \/><\/p><p>Figura 1. Matriz de import\u00e2ncia e influ\u00eancia das partes interessadas<\/p><p>Fonte: Zubayr et al., 2014<\/p><ul><li>Desenvolver uma abordagem para cada tipo de grupo e relacionamento que a dire\u00e7\u00e3o deseja construir. Parcerias e alian\u00e7as, projetos conjuntos e canais de comunica\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3ximos podem ser desenvolvidos, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es para mitigar eventuais danos causados a qualquer grupo.<\/li><\/ul><p><i><b>Di\u00e1logos e participa\u00e7\u00e3o das partes interessadas:<\/b><\/i> \u00e9 fundamental construir estrat\u00e9gias para desenhar um processo de participa\u00e7\u00e3o das partes interessadas para o projeto e produto de ecoturismo onde as posi\u00e7\u00f5es das partes interessadas e a vontade de mudar sejam justificadas em um di\u00e1logo. Cada tipo de grupo e cada relacionamento que voc\u00ea deseje construir exigir\u00e1 uma abordagem diferente. Parcerias e alian\u00e7as, projetos conjuntos e canais de comunica\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3ximos podem ser desenvolvidos, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es para mitigar eventuais danos causados a qualquer grupo.<\/p><p><i><b>Interven\u00e7\u00e3o das partes envolvidas:<\/b><\/i> nesta etapa \u00e9 importante analisar e explicar as interven\u00e7\u00f5es das partes envolvidas, avaliando e refletindo sobre como elas podem contribuir para um projeto ou produto de ecoturismo.<\/p><p><i><b>Plano de Comunica\u00e7\u00e3o das Partes envolvidas:<\/b><\/i> para determinar pr\u00e1ticas de comunica\u00e7\u00e3o eficazes para cada grupo de atores, as seguintes quest\u00f5es devem ser abordadas: este grupo est\u00e1 fornecendo recursos, usando recursos ou contribuindo para o projeto de ecoturismo? qual formato de apresenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais confort\u00e1vel para este grupo? Uma Planilha de An\u00e1lise das Partes Envolvidas, pode registrar quando e onde as comunica\u00e7\u00f5es com cada parte interessada ser\u00e3o mais eficazes? Quais s\u00e3o as melhores t\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o para cada stakeholder?<\/p><p><b>A<\/b><i><b> gest\u00e3o das partes envolvidas\/atores tamb\u00e9m pode se beneficiar de um conjunto de conceitos e ferramentas denominados an\u00e1lise de r<\/b><\/i><b style=\"font-style: italic;\">edes.<\/b> Eles apoiam a identifica\u00e7\u00e3o de stakeholders com influ\u00eancia, poder e prest\u00edgio. Al\u00e9m disso, ajuda a identificar estruturas para din\u00e2micas de grupo (medidas de densidade, centraliza\u00e7\u00e3o, intermedia\u00e7\u00e3o, reciprocidade e transitividade) e redes de afilia\u00e7\u00f5es.<\/p><p>Resumidamente, esta an\u00e1lise mostra os atributos relacionais das redes, incluindo as redes sociais. Assim, pode contribuir para retratar os stakeholders em seu contexto mais amplo. Neste tipo de an\u00e1lise, pode ser \u00fatil avaliar a densidade ou a coes\u00e3o geral em grupos, calculada a partir do n\u00famero total de conex\u00f5es dividido pelo total de conex\u00f5es poss\u00edveis. Al\u00e9m disso, podemos medir a centralidade de determinados indiv\u00edduos, pois um alto grau de centralidade pode ser considerado como pontos focais, \u201chubs\u201d ou \u201cestrelas da rede\u201d enquanto indiv\u00edduos com baixo grau podem ser considerados perif\u00e9ricos. Por fim, permite analisar a distribui\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos. Representa o quanto as rela\u00e7\u00f5es sociais est\u00e3o concentradas em poucos atores da rede ou dispersas entre todos os potenciais envolvidos. Tamb\u00e9m com base nas medidas de homogeneidade\/heterogeneidade, \u00e9 poss\u00edvel identificar atores sociais-chave nas redes que atuam como \u201cl\u00edderes de opini\u00e3o\u201d que podem desempenhar um papel mais estrat\u00e9gico para as mudan\u00e7as almejadas ou para o projeto a ser desenvolvido.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4927efe7 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4927efe7\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-3\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 3. Parcerias p\u00fablico-privadas, potenciais parcerias e oportunidades para comunidades e empresas locais investirem, participarem e se beneficiarem do ecoturismo<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4e716e32 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4e716e32\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">O estudo sobre as parcerias envolve um modelo amplo com novas formas de governan\u00e7a, em que decis\u00f5es coletivas, disponibiliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e presta\u00e7\u00e3o de contas envolvem a participa\u00e7\u00e3o e o ajuste entre tr\u00eas setores principais (governo, empresas e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil) para uma a\u00e7\u00e3o conjunta (Akintoye et al., 2016; Yescombe, 2018). Portanto, esse processo inclui pontos relacionados \u00e0 gest\u00e3o, diferentes tipos de arranjos, marcos normativos e legais, mas tamb\u00e9m quest\u00f5es relacionadas a interesses, direitos e diferentes formas de atua\u00e7\u00e3o dos setores envolvidos (Rodrigues e Abrucio, 2019).<\/span><br><\/p>\n<p>Muitos setores econ\u00f4micos e governamentais est\u00e3o investindo em programas de parceria (Leitao et al., 2017). Assim, o modelo de gest\u00e3o das parcerias em turismo, transporte, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, meio ambiente \u00e9 diferenciado e dialoga com a especificidade da pol\u00edtica p\u00fablica em quest\u00e3o. Isso significa que em cada pol\u00edtica p\u00fablica a combina\u00e7\u00e3o entre os n\u00edveis p\u00fablico e privado ser\u00e1 diferente, pois essas categorias ir\u00e3o interagir em diferentes contextos (Rodrigues e Abrucio, 2019).<\/p>\n<p>As parcerias expressam diferentes composi\u00e7\u00f5es entre os n\u00edveis p\u00fablico e privado. Por meio de arranjos chamados de \u201cparcerias p\u00fablico-privadas\u201d, em sentido amplo, entidades privadas e ONGs (Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais) contribuem com financiamento, experi\u00eancia em gest\u00e3o, tecnologia e outros recursos que podem apoiar o desenvolvimento do ecoturismo (Eagles, 2009; Thompson et al, 2014).<\/p>\n<p>No ecoturismo, as parcerias devem buscar: (1) conservar o patrim\u00f4nio natural e cultural, (2) aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o e o engajamento da sociedade nas quest\u00f5es ambientais e (3) promover o bem-estar das comunidades locais (Eagles, 2009; Wyman et al. 2011).<\/p>\n<p>Desta forma, as parcerias p\u00fablico-privadas podem ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento e valoriza\u00e7\u00e3o do ecoturismo, bem como, para a pesquisa, promo\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais. Ainda que as parcerias p\u00fablico-privadas n\u00e3o sejam consideradas como ferramenta para todas as necessidades, o uso estrat\u00e9gico das parcerias pode contribuir para o desenvolvimento de um programa de ecoturismo, melhorando experi\u00eancias, minimizando impactos e engajando as comunidades locais (Eagles, 2009; Thompson et al, 2014).<\/p>\n<p>S\u00e3o encontradas diferentes composi\u00e7\u00f5es de parcerias entre as esferas p\u00fablica e privada, envolvendo parcerias p\u00fablico-comunit\u00e1rias; parcerias comunidade-privadas; parcerias com organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e outros tipos.<\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas de cada tipo de parceria envolvem quest\u00f5es como (Wyman et al. 2011; Rodrigues e Abrucio, 2019):<\/p>\n<ul>\n<li>O escopo econ\u00f4mico do projeto;<\/li>\n<li>Din\u00e2mica do turismo no contexto territorial;<\/li>\n<li>Perfil do parceiro (pessoa f\u00edsica, jur\u00eddica, sociedade civil);<\/li>\n<li>Tipo de procedimento formal (ato administrativo, contrato, acordo de coopera\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>Dura\u00e7\u00e3o do contrato.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de parcerias entre as esferas p\u00fablico e privada, como concess\u00f5es, autoriza\u00e7\u00f5es ou permiss\u00f5es. Assim, no caso de concess\u00f5es, por exemplo, s\u00e3o firmados contratos envolvendo grandes e m\u00e9dios investimentos de longo prazo. As autoriza\u00e7\u00f5es ou permiss\u00f5es s\u00e3o atos administrativos de curto prazo que visam regular a presta\u00e7\u00e3o de pequenos servi\u00e7os como condutor de visitantes ou aluguel de barcos em atividades relacionadas ao ecoturismo (Wyman et al. 2011; Rodrigues &amp; Abrucio, 2019).<\/p>\n<p>Estudar as parcerias como base para o planejamento e gest\u00e3o do ecoturismo envolve a compreens\u00e3o de alguns aspectos essenciais, como:<\/p>\n<p>Bases te\u00f3ricas\/introdu\u00e7\u00e3o &#8211; teorias b\u00e1sicas da parceria p\u00fablico-privada; evolu\u00e7\u00e3o das formas de intera\u00e7\u00e3o entre conceitos de governo e neg\u00f3cios e pr\u00e1ticas recentes de parcerias; valores p\u00fablicos no contexto das parcerias; benef\u00edcio e limita\u00e7\u00f5es. O tema dos valores p\u00fablicos \u00e9 central para a governan\u00e7a. De acordo com esse entendimento e buscando elucidar diferentes pap\u00e9is entre os n\u00edveis p\u00fablico e privado na gest\u00e3o de parcerias, Reynaers (2013) desenvolveu um estudo sobre valores p\u00fablicos, como accountability, transpar\u00eancia e qualidade, que devem ser abordados nos processos de concess\u00e3o e parceria com o setor privado.<\/p>\n<p>Modelos de parcerias &#8211; os conceitos de \u201cgovernan\u00e7a\u201d, \u201ccolabora\u00e7\u00e3o\u201d, \u201ccoopera\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cparceria\u201d; Modelos b\u00e1sicos de parcerias e marco legal no mundo; Leis espec\u00edficas para parcerias; Modalidades de parcerias aplicados ao ecoturismo e \u00e1reas protegidas; Conte\u00fado e efic\u00e1cia da abordagem ecotur\u00edstica. Participa\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil na promo\u00e7\u00e3o do ecoturismo.<\/p>\n<p>Ciclo de vida dos projetos de parceria &#8211; ser\u00e1 observado o ciclo de vida de cada tipo de parceria, pois as etapas podem variar de acordo com o modelo adotado. (1) Planejamento e desenvolvimento de projetos &#8211; identifica\u00e7\u00e3o e triagem de propostas; fase de Manifesta\u00e7\u00e3o de Interesse; pr\u00e9-qualifica\u00e7\u00e3o de licitantes e institui\u00e7\u00f5es; realiza\u00e7\u00e3o de estudos para embasar a modelagem; audi\u00eancia e consulta p\u00fablica. (2) Funcionamento \u2013 aplica\u00e7\u00e3o das normas de funcionamento; relacionamento entre os n\u00edveis p\u00fablico e privado; implanta\u00e7\u00e3o de infraestrutura; (3) Monitoramento &#8211; sistema de desempenho, estabelecimento de indicadores; transpar\u00eancia; e participa\u00e7\u00e3o p\u00fablica no monitoramento.<\/p>\n<p>Estrat\u00e9gias e governan\u00e7a &#8211; etapas, monitoramento, avalia\u00e7\u00e3o de parcerias; habilidades e recursos necess\u00e1rios para gerenciar as parcerias; pr\u00e1ticas que levam a parcerias bem-sucedidas com os setores p\u00fablico e privado; o papel dos empreendimentos de ecoturismo nas parcerias.<\/p>\n<p>Riscos em projetos de parceria &#8211; classifica\u00e7\u00f5es de riscos, principais etapas da gest\u00e3o de riscos, identifica\u00e7\u00e3o de riscos, avalia\u00e7\u00e3o de riscos e tratamento de riscos em projetos de ecoturismo.<\/p>\n<p>Mecanismos de financiamento de parcerias &#8211; os principais modelos de financiamento de projetos de parcerias; fontes e instrumentos de financiamento para as comunidades locais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-36f59212 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"36f59212\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-4\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 4. Gest\u00e3o das atividades da cadeia de valor nos marcos do ecoturismo.<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3b86cfc6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3b86cfc6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">O ecoturismo pode ser caracterizado como uma viagem baseada na dupla \u201cnatureza e conserva\u00e7\u00e3o\u201d, que inclui elementos educacionais e interpretativos para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica entre residentes e visitantes, minimiza os efeitos adversos sobre o ambiente natural e sociocultural e beneficia as economias locais das comunidades anfitri\u00e3s. O produto do ecoturismo \u00e9 multifacetado e inclui tanto componentes tur\u00edsticos como certos comportamentos e cren\u00e7as que s\u00e3o essenciais para a cadeia de valor desta ind\u00fastria. Para atender \u00e0s demandas dos clientes, uma empresa de turismo gerencia os fatores produtivos para que possam ser transformados em bens de consumo, servi\u00e7os e experi\u00eancias.<\/span><\/p><p>Como resultado, a ind\u00fastria do turismo funciona como uma unidade de produ\u00e7\u00e3o social e econ\u00f4mica. A gest\u00e3o de pessoas, recursos econ\u00f4micos e recursos t\u00e9cnicos \u00e9 necess\u00e1ria para seu bom funcionamento. Desta forma, surge a escala de valor que pode ser expressa em atividades prim\u00e1rias e de apoio.<\/p><p>As atividades prim\u00e1rias s\u00e3o desenvolvimento de produtos, marketing, log\u00edstica interna, servi\u00e7os do destino e servi\u00e7os p\u00f3s-venda.<\/p><p>Planejamento de destinos e infraestruturas, gerir recursos humanos, desenvolver recursos e produtos e servi\u00e7os de TIC s\u00e3o exemplos de apoio ou tarefas secund\u00e1rias.<\/p><p>A cadeia de valor pode ser representada de acordo com a tabela a seguir:<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-14727\" src=\"https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jonker.png\" alt=\"\" width=\"618\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jonker.png 618w, https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jonker-300x228.png 300w, https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/jonker-16x12.png 16w\" sizes=\"auto, (max-width: 618px) 100vw, 618px\" \/><\/p><p>Aten\u00e7\u00e3o especial deve ser dada no p\u00f3s-venda, completando um ciclo, que gerar\u00e1 valor agregado. As atividades de apoio devem gerar atividades de infraestrutura nos destinos, comprometimento de recursos humanos, considerando todas as melhorias ambientais com especial cuidado na sustentabilidade dos destinos, inova\u00e7\u00e3o e tecnologia com o uso eficiente de TI.<\/p><p>Para uma melhor compreens\u00e3o, o ecoturismo permite o conhecimento de seus valores e atrativos \u00fanicos, sendo capaz de atrair turistas e inspirar a explora\u00e7\u00e3o da \u00e1rea, visitando os atrativos, realizando atividades e utilizando os servi\u00e7os que foram disponibilizados para esse prop\u00f3sito.<\/p><p>A cadeia de valor no ecoturismo implica que o consumidor possa compreender a oferta de servi\u00e7os (f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos) a partir destas abordagens (Iglesias, 1995:149):<span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p><ul><li>A forma como um destino \u00e9 percebido pelos visitantes \u00e9 determinado pelo total de seus componentes tang\u00edveis e intang\u00edveis, que incluem seus recursos naturais e culturais, seu povo, a infraestrutura, servi\u00e7os, sistemas de gest\u00e3o, imagem da marca e pre\u00e7o (ESADE, 1996).<\/li><li>A cadeia ou teia de valor, pode ser resumida como a s\u00edntese de tr\u00eas componentes fundamentais: amenidades (alojamento, alimenta\u00e7\u00e3o, lazer e outros servi\u00e7os), acessibilidade (infraestrutura de transporte) e atra\u00e7\u00f5es (naturais, culturais e eventos) (Acerenza, 1982).<\/li><\/ul><p>Os Servi\u00e7os Tur\u00edsticos incluem todos os servi\u00e7os que o turista necessita e consome diretamente durante a viagem, como alojamento, alimenta\u00e7\u00e3o, transporte, guias tur\u00edsticos, ag\u00eancias de viagens, etc.<\/p><p>A infraestrutura suporta o desempenho de uma variedade de atividades econ\u00f4micas e produtivas, incluindo o crescimento do turismo sustent\u00e1vel. Os servi\u00e7os tur\u00edsticos incluem todos os servi\u00e7os que os visitantes necessitam.<\/p><p>Portanto, \u00e9 relevante dependendo da voca\u00e7\u00e3o e tipo de destino tur\u00edstico ter as condi\u00e7\u00f5es gerais em infraestrutura; servi\u00e7os b\u00e1sicos, transporte, estradas e servi\u00e7os comerciais para atender as necessidades b\u00e1sicas de residentes e visitantes.<\/p><p>Todos os servi\u00e7os que um turista pode precisar est\u00e3o inclu\u00eddos nos servi\u00e7os tur\u00edsticos. Para que a experi\u00eancia da visita seja boa e lembrada com a sensa\u00e7\u00e3o de \u201cquerer voltar\u201d (ou recomendar), \u00e9 fundamental o papel desempenhado por quem tem alguma responsabilidade direta ou indireta na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os tur\u00edsticos.<\/p><p>Efici\u00eancia, rapidez no atendimento e cumprimento de todas as responsabilidades di\u00e1rias, como as atribu\u00eddas aos funcion\u00e1rios do hotel, n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas considera\u00e7\u00f5es a serem atentadas. Entender que a cadeia, ou sistema, produtivo est\u00e1 interligado \u00e9 importante porque, apesar de o turista poder receber servi\u00e7os de forma individualizada (excurs\u00f5es, alimenta\u00e7\u00e3o, hospedagem, aluguel de carros etc.), na realidade, ao retornar para casa ao final de sua viagem, perceber e avaliar o destino como um todo.<\/p><p>Para que um empreendimento tur\u00edstico fa\u00e7a jus \u00e0 sua imagem projetada e, melhor ainda, supere as expectativas dos seus visitantes, ser\u00e1 necess\u00e1rio que disponha de um capital humano bem treinado e altamente qualificado. A gest\u00e3o do local deve ser influenciada e orientada pela sua especializa\u00e7\u00e3o dentro do turismo e pelas atividades que proporciona.<\/p><p>Uma demanda crescente na ind\u00fastria do turismo \u00e9 que o capital humano seja cada vez mais capacitado e treinado. \u00c0 medida que o n\u00famero de turistas aumenta, h\u00e1 uma necessidade urgente de funcion\u00e1rios altamente qualificados nas \u00e1reas relacionadas ao turismo, e isso \u00e9 especialmente relevante para o caso do ecoturismo, que deve ser um produto de alta qualidade.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4e5d2ed1 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4e5d2ed1\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-5\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 5. Princ\u00edpios de marketing para empresas e produtos de ecoturismo<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7354c8ca elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"7354c8ca\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">O marketing inclui um conjunto de atividades cont\u00ednuas necess\u00e1rias para criar e estimular as demandas do consumidor e direcionar o fluxo de bens e servi\u00e7os do produtor (aquele que fabrica\/elabora) ao consumidor (aquele que usa) no processo de distribui\u00e7\u00e3o. Portanto, \u00e9 um processo social pelo qual indiv\u00edduos e grupos obt\u00eam o que precisam e desejam criando, oferecendo e trocando livremente produtos e servi\u00e7os de valor com outros. Marketing \u00e9 um processo cont\u00ednuo de descoberta e tradu\u00e7\u00e3o das necessidades e desejos do consumidor em produtos e servi\u00e7os, criando demandas para esses produtos e servi\u00e7os, atendendo o consumidor e sua demanda por meio de uma rede de canais de marketing e expandindo a base de mercado diante da concorr\u00eancia (Kotler e Armstrong, 2013).<\/span><\/p><p>A partir dessas abordagens, o marketing de ecoturismo \u00e9 o processo de realiza\u00e7\u00e3o de trocas volunt\u00e1rias entre turistas e organiza\u00e7\u00f5es \u2013 turistas que desejam comprar produtos e servi\u00e7os e organiza\u00e7\u00f5es que oferecem os produtos e servi\u00e7os. Por exemplo, o marketing de ecoturismo envolve atividades como projetar um pacote de ecoturismo, promover um pacote de ecoturismo e vender o pacote. E tamb\u00e9m pode ser entendido como um processo que come\u00e7a com a compreens\u00e3o das necessidades dos turistas (consumidores) que podem ser satisfeitas com a oferta de um produto ou servi\u00e7o adequado (por exemplo, um pacote de turismo ecol\u00f3gico), seguindo os princ\u00edpios destacados m\u00f3dulo 1.<\/p><p>As principais caracter\u00edsticas dos produtos de ecoturismo s\u00e3o as seguintes:<\/p><p><i>i. <b>Inseparabilidade:<\/b>\u00a0<\/i>Os servi\u00e7os s\u00e3o consumidos e experimentados por um cliente simultaneamente e, como tal, impossibilitam a demonstra\u00e7\u00e3o do produto oferecido antes de seu consumo real;<\/p><p>ii. <i><b>Perecibilidade:<\/b><\/i> Os produtos tur\u00edsticos s\u00e3o de natureza intang\u00edvel e n\u00e3o podem ser armazenados como os outros produtos tang\u00edveis;<\/p><p>iii. <i><b>Propriedade:<\/b><\/i> Nos produtos de ecoturismo, o cliente compra apenas a experi\u00eancia;<\/p><p>iv. <i><b>Heterogeneidade:<\/b><\/i> Os produtos de ecoturismo s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios servi\u00e7os prestados pelas pessoas. O alto envolvimento dos humanos resulta em varia\u00e7\u00e3o de comportamento de um consumidor para outro.<\/p><p>Esses elementos s\u00e3o fundamentais para entender as estrat\u00e9gias de marketing no ecoturismo.<\/p><p>Al\u00e9m disso, \u00e9 importante entender as fun\u00e7\u00f5es ou tarefas de marketing que podem ser consideradas como um sistema onde ocorre a intera\u00e7\u00e3o entre uma organiza\u00e7\u00e3o e um cliente, as principais fun\u00e7\u00f5es ou tarefas s\u00e3o as seguintes:<\/p><ul><li>mercado \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos fatos relevantes para v\u00e1rios aspectos do marketing. Ajuda a identificar as necessidades dos clientes. Envolve o estudo de diferentes mercados e clientes, como seus gostos e prefer\u00eancias, o que eles est\u00e3o dispostos a comprar e quando provavelmente comprar\u00e3o. \u00c9 uma coleta sistem\u00e1tica de informa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 oferta e demanda de um produto ou proposta. Portanto, as organiza\u00e7\u00f5es envolvidas no neg\u00f3cio do ecoturismo precisam saber quem s\u00e3o seus potenciais turistas, de onde v\u00eam, o que gostam e o que n\u00e3o gostam, etc. para que um produto possa ser desenhado de acordo com suas necessidades. Essas informa\u00e7\u00f5es ajudar\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o a oferecer um produto que possa ser efetivamente vendido no mercado.<\/li><li>O planejamento e desenvolvimento de produtos est\u00e1 preocupado em identificar as necessidades dos clientes, desenvolver novos produtos e melhorar os produtos existentes para atender \u00e0s necessidades dos clientes. O ecoturismo \u00e9 um produto composto; \u00e9 a soma das atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas de um pa\u00eds, suas belezas naturais, clima, hist\u00f3ria, cultura, transporte, hospedagem e entretenimento. As informa\u00e7\u00f5es coletadas por meio de pesquisas de mercado podem ajudar as organiza\u00e7\u00f5es a redesenhar os produtos existentes. Por exemplo, um novo pacote de turismo ecol\u00f3gico pode ser oferecido a um determinado grupo de turistas.<\/li><li>A segmenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de identifica\u00e7\u00e3o de grupos de compradores de um mercado total com diferentes necessidades ou requisitos de compra. Identifica e analisa as caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas, estilos de vida e motivacionais de potenciais compradores em categorias \u00fateis e lan\u00e7a campanhas publicit\u00e1rias e promocionais para esses grupos selecionados. A segmenta\u00e7\u00e3o ajuda as organiza\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas a projetar e oferecer produtos para um determinado segmento de acordo com as necessidades desse segmento.<\/li><li>promo\u00e7\u00e3o refere-se a um mecanismo de comunica\u00e7\u00e3o, para informar, persuadir e influenciar os clientes a comprar um produto. O objetivo da promo\u00e7\u00e3o \u00e9 conscientizar os clientes sobre o produto, de modo a criar demanda pelo produto. A promo\u00e7\u00e3o \u00e9 o conjunto de v\u00e1rias atividades de comunica\u00e7\u00e3o que as organiza\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas realizam com o objetivo de motivar ou influenciar os clientes-alvo. V\u00e1rias t\u00e9cnicas que s\u00e3o usadas na promo\u00e7\u00e3o incluem propaganda, publicidade, venda pessoal e promo\u00e7\u00e3o de vendas.<\/li><li>Vender \u00e9 o processo de ajudar os clientes a comprar os produtos e servi\u00e7os que uma organiza\u00e7\u00e3o oferece a um pre\u00e7o para gerar lucro para o neg\u00f3cio. O objetivo b\u00e1sico de todas as atividades de marketing \u00e9 vender os bens e servi\u00e7os. Vender ajuda o neg\u00f3cio a satisfazer as necessidades dos clientes.<\/li><li>O mix de marketing \u00e9 definido como um conjunto de ferramentas de marketing control\u00e1veis que uma empresa combina para produzir a resposta que deseja no mercado-alvo. Consiste em tudo o que a empresa pode fazer para influenciar a demanda por seu produto. Constitui o n\u00facleo do sistema de marketing das organiza\u00e7\u00f5es que inclui quatro \u00e1reas b\u00e1sicas de decis\u00e3o conhecidas como os \u201cquatro P&#8217;s\u201d do marketing (Produto, Pra\u00e7a, Pre\u00e7o, Promo\u00e7\u00e3o).<\/li><li>As pessoas est\u00e3o envolvidas na oferta de servi\u00e7os aos clientes, seu desempenho desempenha um papel vital no ecoturismo. O comportamento e a atitude do pessoal de servi\u00e7o de um hotel, transporte ou ag\u00eancia de viagens desempenha um papel fundamental na execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os que s\u00e3o vis\u00edveis para os turistas. Eles desempenham um papel importante na obten\u00e7\u00e3o da satisfa\u00e7\u00e3o do cliente.<\/li><li>A evid\u00eancia f\u00edsica pode ser usada para construir uma forte associa\u00e7\u00e3o na mente dos turistas e tamb\u00e9m para diferenciar o servi\u00e7o dos concorrentes. Este elemento est\u00e1 relacionado com a apar\u00eancia externa e interna de qualquer organiza\u00e7\u00e3o relacionada ao turismo.<\/li><\/ul><p>Essas tarefas indicam a import\u00e2ncia do desenvolvimento da imagem do destino no ecoturismo, considerando que as atividades nos locais tur\u00edsticos s\u00e3o influenciadas principalmente pela forma como os turistas percebem o destino. Como resultado, \u00e9 essencial que o turismo de mercado incentive as pessoas a visitar esses lugares com responsabilidade ambiental.<\/p><p>A partir desses elementos, hoje o marketing \u00e9 o cerne de qualquer atividade empresarial como o ecoturismo. Portanto, \u00e9 importante que um gestor compreenda os conceitos de marketing e refira-se ao mesmo na gest\u00e3o, planejamento e controle a partir da abordagem do ecoturismo. Al\u00e9m disso, ao contr\u00e1rio de outros neg\u00f3cios, onde a concorr\u00eancia pode estar entre os fornecedores que est\u00e3o presentes localmente, o neg\u00f3cio do turismo abre a empresa \u00e0 concorr\u00eancia de destinos e locais em todo o mundo. Isso significa que para ter sucesso no marketing tur\u00edstico, \u00e9 necess\u00e1rio ser capaz de construir uma boa imagem e benef\u00edcios do destino, o que \u00e9 fundamental na promo\u00e7\u00e3o do ecoturismo.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3df544d4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3df544d4\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-6\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 6. T\u00e9cnicas de comunica\u00e7\u00e3o, incluindo ferramentas digitais e redes sociais<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-144a0bef elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"144a0bef\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">A comunica\u00e7\u00e3o tem um papel importante no apoio ao ecoturismo e na gest\u00e3o das suas m\u00faltiplas dimens\u00f5es. A comunica\u00e7\u00e3o pode criar e facilitar um sistema que permite que as partes interessadas troquem opini\u00f5es e cheguem a solu\u00e7\u00f5es consensuais. O uso eficaz de ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode vincular produtos a mercados e contribuir para experi\u00eancias seguras e positivas dos visitantes. Al\u00e9m disso, a comunica\u00e7\u00e3o de atividades ou servi\u00e7os tur\u00edsticos ecologicamente corretos d\u00e1 visibilidade a um destino e fortalece sua vantagem competitiva (T\u00f6lkes, 2018).<\/span><\/p><p>A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para melhorar o fluxo de informa\u00e7\u00f5es ao longo da cadeia de suprimentos, dos provedores de servi\u00e7os aos usu\u00e1rios finais, garantindo que as iniciativas e produtos de ecoturismo alcancem turistas em potencial que podem estar a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia (Fennell &amp; de Grosbois, 2023).<\/p><p>A comunica\u00e7\u00e3o pode trazer o desenvolvimento do ecoturismo bem-sucedido se: i. envolve todas as partes interessadas relevantes (incluindo as comunidades locais) na tomada de decis\u00f5es; ii. facilita o trabalho em rede e o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos; iii. catalisa a a\u00e7\u00e3o colaborativa; iv. incentiva os investimentos do setor privado; v. advoga por mudan\u00e7as pol\u00edticas necess\u00e1rias; v. desenvolve habilidades e capacidades; vi. controla as expectativas; vii. apoia a ado\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de boas pr\u00e1ticas; vii. desenvolve a demanda por servi\u00e7os e produtos de ecoturismo; viii. vincula os produtos tur\u00edsticos aos mercados; ix. explica as normas culturais aos visitantes; x. melhora as experi\u00eancias dos visitantes; e xi. Visa impactos em escala.<\/p><p>A comunica\u00e7\u00e3o no ecoturismo inclui quatro categorias ao longo do tempo:<\/p><p>i. <i><b>Informa\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o<\/b><\/i> refere-se a comunica\u00e7\u00f5es usadas para persuadir os consumidores a comprar produtos usando meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa e outros, a \u00eanfase est\u00e1 na informa\u00e7\u00e3o racional baseada no produto; processo e imagens;<\/p><p>ii. <i><b>Processo e imagens<\/b><\/i> descrevem as comunica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o usadas para influenciar os v\u00e1rios est\u00e1gios do processo de compra. Nesse tipo, a \u00eanfase est\u00e1 nas imagens do produto e nas mensagens emocionais;<\/p><p>iii. <i><b>Integra\u00e7\u00e3o<\/b><\/i> significa que os recursos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizados de forma eficaz para permitir que os clientes tenham uma vis\u00e3o clara da proposta da marca. A \u00eanfase est\u00e1 na estrat\u00e9gia, na neutralidade da m\u00eddia e no equil\u00edbrio entre a comunica\u00e7\u00e3o racional e emocional;<\/p><p>iv. <i><b>Relacional<\/b><\/i> refere-se \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o utilizada como parte integrante dos diferentes relacionamentos que as organiza\u00e7\u00f5es compartilham com os consumidores. A \u00eanfase est\u00e1 no valor e no significado, al\u00e9m do reconhecimento das diferentes necessidades de comunica\u00e7\u00e3o e estilos de processamento de diferentes grupos-alvo.<\/p><p>Al\u00e9m disso, no ecoturismo, os objetivos de comunica\u00e7\u00e3o podem ser divididos em tr\u00eas categorias (De Pelsmacker et al., 2010):<\/p><ul><li>Os objetivos de alcance da comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o tocar os grupos-alvo de forma eficaz e eficiente. Para tanto, \u00e9 obrigat\u00f3ria uma boa segmenta\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo, bem como informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento midi\u00e1tico dos grupos desejados;<\/li><li>As metas do processo s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es que devem ser estabelecidas antes que qualquer comunica\u00e7\u00e3o possa ser efetiva. Todas as comunica\u00e7\u00f5es devem capturar a aten\u00e7\u00e3o dos consumidores-alvo, apelar e, finalmente, serem processadas.<\/li><li>As metas de efic\u00e1cia s\u00e3o as mais importantes, pois atingir as metas apenas garante exposi\u00e7\u00e3o suficiente e as metas de processo apenas garantem o processamento suficiente da mensagem para possibilitar as metas de efic\u00e1cia.<\/li><\/ul><p>A comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica \u00e9 parte integrante da gera\u00e7\u00e3o de resultados no ecoturismo. Isso geralmente envolve a comunica\u00e7\u00e3o de um conceito que satisfa\u00e7a um objetivo estrat\u00e9gico de longo prazo de uma organiza\u00e7\u00e3o de ecoturismo. Este tema introduz assuntos p\u00fablicos e campanhas na era digital, avaliando uma ampla gama de atividades de comunica\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o de crise, gest\u00e3o de reclama\u00e7\u00f5es e gest\u00e3o de reputa\u00e7\u00e3o. As redes sociais, quando canalizadas por ferramentas digitais devidamente projetadas, podem ser usadas para aumentar o conhecimento e a conscientiza\u00e7\u00e3o.<\/p><p>A comunica\u00e7\u00e3o no ecoturismo \u00e9 um desafio, pois em muitos casos os turistas n\u00e3o conseguem perceber ou vivenciar diretamente seus atributos e, portanto, \u00e9 necess\u00e1ria uma estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o expl\u00edcita para demonstrar compromisso com o meio ambiente e as comunidades. Al\u00e9m disso, \u00e9 desej\u00e1vel um compromisso com os stakeholders sobre seus produtos, servi\u00e7os, a\u00e7\u00f5es, atividades, benef\u00edcios, entre outros, de forma diferenciada e com especial interesse para turistas e\/ou setores potenciais.\u00a0<\/p><p>Atualmente, v\u00e1rios aplicativos m\u00f3veis usam captura de imagem para reconhecimento de conte\u00fado. Embora muitas vezes n\u00e3o seja preciso, o n\u00edvel de sucesso na identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies da fauna e da flora, por exemplo, est\u00e1 aumentando e as tentativas malsucedidas geralmente est\u00e3o relacionadas ao uso de bancos de dados n\u00e3o regionais. O potencial desses aplicativos \u00e9 inquestion\u00e1vel, j\u00e1 que a taxonomia \u00e9 muitas vezes considerada uma tarefa dif\u00edcil. Os aplicativos de biodiversidade oferecem um grande potencial no turismo de natureza, tanto para o turista quanto para os guias, que \u00e0s vezes se sentem desafiados a fornecer informa\u00e7\u00f5es precisas sobre a flora e fauna de sua regi\u00e3o.<\/p><p>O processo de comunica\u00e7\u00e3o no ecoturismo pode ser analisado a partir dos seguintes elementos para desenhar estrat\u00e9gias de forma mais eficaz:<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Contexto<\/b><\/i> (o equil\u00edbrio entre o desenho funcional e emocional da estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o que proporciona um n\u00edvel adequado de informa\u00e7\u00e3o, e \u00e9 interessante e envolvente em termos de satisfa\u00e7\u00e3o emocional);<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Conte\u00fado<\/b><\/i> (refere-se ao que \u00e9 apresentado em diferentes formatos considerando: Oferecer um equil\u00edbrio misto entre informa\u00e7\u00f5es, produtos e servi\u00e7os; deve-se afinar o equil\u00edbrio entre Funcional (atributo e benef\u00edcios), Emocional (sentimentos e marca) e Multim\u00eddia (atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o correta de \u00e1udio, texto, gr\u00e1ficos, imagens e v\u00eddeo);<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Comunidade<\/b><\/i> (intera\u00e7\u00f5es entre usu\u00e1rios e empresa de ecoturismo);<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Customiza\u00e7\u00e3o<\/b><\/i> (criar uma estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o capaz de apelar \u00e0s necessidades e desejos individuais dos seus utilizadores);<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Tipo de comunica\u00e7\u00e3o<\/b><\/i> (o tipo de relacionamento oferecido pela organiza\u00e7\u00e3o promovendo a comunica\u00e7\u00e3o interativa);<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Com\u00e9rcio<\/b><\/i> (a capacidade do usu\u00e1rio de realizar transa\u00e7\u00f5es comerciais);<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">&#8211;\u00a0 <i><b>Conex\u00e3o<\/b><\/i> (estabelecida com os potenciais usu\u00e1rios ou turistas).<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-500107e4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"500107e4\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-7\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 7. Benchmarking em produtos de ecoturismo existentes, visando p\u00fablicos potenciais e desenvolvendo novos produtos<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4d7fcb2a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4d7fcb2a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">O desenvolvimento do ecoturismo em destinos tur\u00edsticos ser\u00e1 realista se todas as partes interessadas puderem concordar com as prioridades: manuten\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, protagonismo da comunidade local e satisfa\u00e7\u00e3o do turista. Por estas raz\u00f5es, os gestores procuram frequentemente estabelecer estrat\u00e9gias e procedimentos operacionais que conduzam \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de vantagem competitiva sustent\u00e1vel dos destinos tur\u00edsticos, incluindo t\u00e9cnicas de benchmarking (Kozak &amp; Rimmington, 1999). Al\u00e9m disso, o benchmarking com outros empreendimentos ecotur\u00edsticos permitiria, do ponto de vista sist\u00eamico, a cria\u00e7\u00e3o de um ciclo virtuoso de desenvolvimento de longo prazo.<\/span><\/p><p>Aplicar modelos de benchmarking, par\u00e2metros de compara\u00e7\u00e3o, gerenciar efetivamente informa\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias e secund\u00e1rias e usar ferramentas de pesquisa de mercado qualitativas e\/ou quantitativas para entender as melhores pr\u00e1ticas e procedimentos de empresas, institui\u00e7\u00f5es, produtos, servi\u00e7os e indiv\u00edduos em projetos ou produtos de ecoturismo (Tatham, 2015). Essa abordagem, baseada em pesquisa e informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial neste servi\u00e7o, j\u00e1 que servem como exemplos de planejamento, organiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, al\u00e9m de fortalecer o ecossistema ecotur\u00edstico.<\/p><p>Em geral, as principais caracter\u00edsticas dos empreendimentos ecotur\u00edsticos de refer\u00eancia, s\u00e3o (Wober, 2002): i. Gest\u00e3o ambiental (boa qualidade do fornecimento de energia e efici\u00eancia); ii. Ecoturismo\/ativos naturais (alta conserva\u00e7\u00e3o da natureza, aumentando com o desenvolvimento do turismo); iii. Servi\u00e7os de suporte (Telefones\/telefones m\u00f3veis em linha com outras \u00e1reas nacionais, presen\u00e7a de internet ou wifi); iv. Produ\u00e7\u00e3o mais limpa (Res\u00edduos gerados, padr\u00f5es de higiene, acesso a \u00e1gua e saneamento adequados, para todos); v. Capacidade de Carga Tur\u00edstica (Imagem Positiva de Alto Atendimento ao Cliente), entre outras.<\/p><p>O benchmarking \u00e9 um processo que deve seguir as seguintes etapas (Kozak, 2004):<\/p><ul><li>Determinar a finalidade do benchmarking (especificar os clientes para informa\u00e7\u00f5es sobre benchmarking, verificar as necessidades de informa\u00e7\u00e3o dos clientes de benchmarking, identificar crit\u00e9rios cruciais de sucesso e avaliar o processo de benchmarking);<\/li><li>Criar uma equipe de benchmarking (tipos de equipe, benchmarking como uma atividade de equipe) pap\u00e9is e obriga\u00e7\u00f5es, compet\u00eancias e caracter\u00edsticas de um praticante de benchmarking eficaz, treinamento.<\/li><li>Estabele\u00e7a sua pr\u00f3pria rede de informa\u00e7\u00f5es de benchmarking, identifique fontes de informa\u00e7\u00e3o, procure as melhores pr\u00e1ticas e parceiros cooperativos de benchmarking e estabele\u00e7a redes. Outras fontes de informa\u00e7\u00f5es de benchmarking entre um n\u00famero significativo de parceiros de benchmarking)<\/li><li>Na montagem e avalia\u00e7\u00e3o de dados de benchmarking (&#8220;Conhece a ti mesmo&#8221;, coleta de dados, protocolo de benchmarking, organiza\u00e7\u00e3o de benchmarking, identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis melhorias de produtos e processos, vis\u00e3o do projeto como um todo).<\/li><\/ul><p>A estrat\u00e9gia de marketing \u00e9 um princ\u00edpio de gest\u00e3o que visa atingir os objetivos organizacionais, isso vai depender de estar ciente dos requisitos e desejos dos p\u00fablico-alvo e entregar as satisfa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias de forma mais eficaz do que seus rivais. Marketing \u00e9 a ci\u00eancia de adquirir, reter e expandir bons clientes (UNWTO, 2007).<\/p><p>As empresas de ecoturismo que desejam realizar uma an\u00e1lise de benchmarking devem levar em considera\u00e7\u00e3o os seguintes fatores-chave (Lennon, et al., 2006):<\/p><ul><li>O valor diferenciado do que \u00e9 fornecido determinar\u00e1 o qu\u00e3o distinto um mercado de ecoturismo pode ser;<\/li><li>O neg\u00f3cio focado no (entendimento do) cliente;\u00a0<\/li><li>A cria\u00e7\u00e3o de valores;<\/li><li>E a constru\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es entre os fatores acima.\u00a0<\/li><\/ul><p>Os benef\u00edcios de fornecer maior valor aos consumidores s\u00e3o percebidos pelas empresas na etapa final.<\/p><p>As empresas de ecoturismo podem obter valor para o cliente na forma de vendas, lucros e fidelidade do cliente a longo prazo, criando esse valor. Nesse sentido, \u00e9 muito importante especificar o seu p\u00fablico-alvo. Estabelecer metas diferenciadas para o produto ecotur\u00edstico, determinar o mercado-alvo de acordo com as qualidades do produto ecotur\u00edstico e segmentar o mercado de acordo.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-535dfd7a elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"535dfd7a\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-8\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 8. Identifica\u00e7\u00e3o das necessidades e expectativas dos clientes e avalia\u00e7\u00e3o da satisfa\u00e7\u00e3o das atividades de ecoturismo<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5ac3eb37 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5ac3eb37\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Vivemos em um mundo onde oferecer produtos e servi\u00e7os n\u00e3o \u00e9 suficiente. De acordo com Pine &amp; Gilmore (1998) &#8220;os consumidores &#8211; inquestionavelmente &#8211; desejam experi\u00eancias e cada vez mais as empresas est\u00e3o respondendo a isso explicitamente projetando-as e promovendo-as&#8221;.<\/span><\/p><p>Esta frase de 1998 pode parecer muito antiga e fora de tempo, mas a verdade n\u00e3o \u00e9 assim. De fato, o setor do turismo, e em especial o ecoturismo, necessita de desenvolver experi\u00eancias diferenciadas e relevantes para os seus clientes. Ainda mais, uma vez que a pandemia de COVID-19 obrigou o setor a adaptar-se a mudan\u00e7as dr\u00e1sticas, e os consumidores mudaram a sua forma de expressar o consumo, obrigando as organiza\u00e7\u00f5es estarem atentas a essas novas necessidades e demandas.<\/p><p>O primeiro passo para entender as necessidades do cliente \u00e9 saber quem \u00e9 meu cliente e, para isso, estrat\u00e9gias de segmenta\u00e7\u00e3o podem ser desenvolvidas com base em crit\u00e9rios de segmenta\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, geogr\u00e1fica, psicogr\u00e1fica e atitudinal. \u00c9 importante ressaltar que o relevante na segmenta\u00e7\u00e3o \u00e9 saber quem s\u00e3o meus clientes, agrupando-os principalmente por gostos e prefer\u00eancias, pois segmentos com as mesmas caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas e geogr\u00e1ficas podem ser completamente diferentes.<\/p><p>No caso do ecoturismo, podemos afirmar que todos s\u00e3o potenciais ecoturistas, j\u00e1 foram ou ser\u00e3o, e podemos segment\u00e1-los em quatro grandes grupos com base em seu relacionamento, conhecimento e n\u00edvel de interesse pela atividade que est\u00e3o desenvolvendo. Algumas caracter\u00edsticas de cada um s\u00e3o descritas a seguir (Dixit et al., 2022).<\/p><ul><li><i><b>Ecoturista ocasional<\/b><\/i>: \u00c9 o turista que acidentalmente toma um servi\u00e7o de Ecoturismo, como produto da contrata\u00e7\u00e3o de outro servi\u00e7o maior, e seu interesse pelo meio ambiente \u00e9 baixo ou nulo.<\/li><li><i><b>Ecoturismo de marcos naturais (landmarks)<\/b><\/i>: visitam determinados pontos de interesse, com a inten\u00e7\u00e3o de sair da rotina, onde sua principal motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 viver uma aventura em um ambiente natural.<\/li><li><i><b>Ecoturista interessado<\/b><\/i>: Turistas que procuram principalmente atividades de Ecoturismo, porque amam a natureza e n\u00e3o querem passar suas f\u00e9rias em grandes cidades ou praias populares.<\/li><li><i><b>Ecoturistas dedicados<\/b><\/i>: S\u00e3o principalmente cientistas, pesquisadores e estudiosos da natureza, bem como pessoas com alta voca\u00e7\u00e3o ambiental, que desejam aprender ou ajudar na conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. S\u00e3o pessoas que veem o Ecoturismo como um instrumento de conserva\u00e7\u00e3o e querem contribuir com um gr\u00e3o de areia.<\/li><\/ul><p>Depois de entender amplamente como segmentar os clientes, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 entender quais s\u00e3o suas necessidades. Para isso existem v\u00e1rias metodologias, uma delas pode ser a de criar o que se conhece por arqu\u00e9tipo do cliente ou persona, que consiste em humanizar o cliente ideal numa representa\u00e7\u00e3o semificcional onde os padr\u00f5es de comportamento, motiva\u00e7\u00f5es, estilos de vida, necessidades e interesses das pessoas est\u00e3o representados, permitindo conceber experi\u00eancias de ecoturismo que sejam de valor para os clientes.<\/p><p>Por outro lado, quando falamos em identificar necessidades, \u00e9 importante lembrar que as necessidades s\u00e3o descobertas, n\u00e3o criadas, ent\u00e3o o processo envolve descobrir uma necessidade latente, estimular o desejo e gerar demanda com um produto que se adapta \u00e0s necessidades dos clientes.<\/p><p>Nesse mesmo sentido, quando um cliente tem uma necessidade, ou seja, tem uma car\u00eancia e inicia um processo de busca de como satisfazer essa necessidade, e nesse processo estar\u00e1 o conjunto total de empresas que ele conhece, ent\u00e3o ele avan\u00e7ar\u00e1 para as empresas de considera\u00e7\u00e3o, pois do conjunto total existem empresas ou servi\u00e7os que ele n\u00e3o acessar\u00e1 por v\u00e1rios motivos e, por fim, ele tomar\u00e1 a decis\u00e3o e, por fim, avaliar\u00e1 o servi\u00e7o, criando uma percep\u00e7\u00e3o positiva ou negativa.<\/p><p>Do ponto de vista das organiza\u00e7\u00f5es que trabalham com ecoturismo entender isso \u00e9 fundamental, por isso a aplica\u00e7\u00e3o de ferramentas como o Customer Journey Maps ajudar\u00e1 a identificar cada um dos pontos de contato que o cliente ter\u00e1, a partir da busca que hoje fazemos O conhecimento come\u00e7a no mundo digital, \u00e0 navega\u00e7\u00e3o, reserva ou pagamento e depois a experi\u00eancia no mundo f\u00edsico (Brewer e Holmes, 2021).<\/p><p>Muitas empresas cometem o erro de gerar uma imagem de marca muito boa, mas n\u00e3o gerenciam adequadamente os pontos de contato com os clientes, sendo inconsistentes com a proposta de valor. Isso \u00e9 de vital import\u00e2ncia, pois as empresas devem identificar esses pontos de contato e analisar em profundidade como seus clientes se relacionam com eles, detectando falhas no fluxo para eliminar os atritos que impedem seu bom funcionamento para gerar experi\u00eancias positivas (De la Riva et al. al., 2020).<\/p><p>Assim, \u00e9 imperativo falar de excel\u00eancia ou qualidade no servi\u00e7o tur\u00edstico, e quando falamos de qualidade no turismo, esta est\u00e1 sobretudo associada \u00e0 experi\u00eancia tur\u00edstica. Mas o que \u00e9 qualidade no turismo? Segundo a OMC, \u00e9 &#8220;o resultado de um processo que implica a satisfa\u00e7\u00e3o de todas as necessidades, demandas e expectativas dos consumidores, em rela\u00e7\u00e3o a produtos e servi\u00e7os, a um pre\u00e7o aceit\u00e1vel, de acordo com condi\u00e7\u00f5es contratuais mutuamente aceitas, e com os fatores que determinam a qualidade, como seguran\u00e7a, higiene, acessibilidade, transpar\u00eancia, autenticidade e harmonia de uma atividade tur\u00edstica preocupada com seu ambiente humano e natural\u201d (WTO, 2003).<\/p><p>No ecoturismo, a qualidade \u00e9 muito mais exigida, quase como um atributo b\u00e1sico e impl\u00edcito no servi\u00e7o, onde se assume que a qualidade \u00e9 algo imprescind\u00edvel neste tipo de servi\u00e7os, uma vez que as pessoas que habitualmente praticam o Ecoturismo, em termos gerais, s\u00e3o mais exigentes, e com n\u00edvel de escolaridade maior, do que os turistas tradicionais. Os ecoturistas querem ver, por exemplo, as esp\u00e9cies de flora e fauna que pagaram para ver, buscam tranquilidade para desfrutar do atrativo natural, precisam de muita informa\u00e7\u00e3o, guias excelentes e\u00a0 bem preparados, transporte e acomoda\u00e7\u00f5es confort\u00e1veis, entre outras demandas.<\/p><p>Nesse sentido, entregar experi\u00eancias de ecoturismo baseadas nas necessidades dos consumidores se traduz em crescimento para as empresas, pois proporciona maior satisfa\u00e7\u00e3o e memoriza\u00e7\u00e3o, fidelizando clientes de forma org\u00e2nica, que provavelmente voltar\u00e3o a comprar e recomendar a marca.<\/p><p>Por isso, \u00e9 imprescind\u00edvel que a experi\u00eancia do cliente seja medida, pois como diz a frase a seguir &#8220;se voc\u00ea n\u00e3o pode medir, n\u00e3o pode gerenciar&#8221;, ou gest\u00e3o baseada em dados, ou seja, algo que n\u00e3o pode ser quantificado e medido, n\u00e3o pode ser gerenciado. Em outras palavras, se voc\u00ea n\u00e3o mede a experi\u00eancia do cliente, quando quiser tomar decis\u00f5es importantes, ajustar ou alterar a dire\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 como tentar dirigir um carro sem veloc\u00edmetro, retrovisores, medidor de combust\u00edvel etc., e querer chegar ao seu destino com seguran\u00e7a (Swarbrooke e Diamantis, 2015).<\/p><p>O problema \u00e9 que muitas empresas n\u00e3o medem a experi\u00eancia do cliente e, o que \u00e9 mais grave, acreditam que entregam um servi\u00e7o excelente, mas talvez, apenas uma porcentagem muito baixa de seus clientes concorde com isso. Por exemplo, os clientes tendem a ficar calados sem dar feedback \u00e0 empresa sobre suas experi\u00eancias ruins, por\u00e9m, eles v\u00e3o falar sobre elas com seus pr\u00f3ximos, o que pode aumentar o impacto da experi\u00eancia negativa em at\u00e9 10 novas pessoas, que n\u00e3o considere os servi\u00e7os da empresa ap\u00f3s uma recomenda\u00e7\u00e3o ruim.<\/p><p>Aprofundando no t\u00f3pico anterior, falamos sobre a import\u00e2ncia de entregar um servi\u00e7o de excel\u00eancia, desenhando e medindo atentamente a experi\u00eancia do cliente. Algumas empresas que fazem isso utilizam metodologias para desenhar a jornada do cliente dentro do processo de compra e, em termos de medidas, algumas m\u00e9tricas comuns, s\u00e3o:\u00a0 Net Promoter Score (NPS), Customer Advocacy (CA) e Customer Satisfaction Index (CSAT).<\/p><p>Essas m\u00e9tricas buscam medir a satisfa\u00e7\u00e3o e recomenda\u00e7\u00e3o do cliente, com a inten\u00e7\u00e3o de visualizar seus n\u00edveis de satisfa\u00e7\u00e3o e recomenda\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o refletem se o cliente voltar\u00e1 a comprar ou ser\u00e1 fidelizado, este \u00e9 um erro comum cometido por alguns gestores ou propriet\u00e1rios de ecoturismo empresas, pensando que quanto mais satisfeito um cliente estiver, mais fiel ele ser\u00e1.<\/p><p>\u00c9 por isso que Dixon (2010) trata de como as empresas passam a maior parte do tempo pensando em como encantar seus clientes, constantemente tentando superar suas expectativas, usando m\u00e9tricas de recomenda\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o como se essas m\u00e9tricas sozinhas pudessem abordar todos os elementos da experi\u00eancia do cliente, mas n\u00e3o h\u00e1, necessariamente, rela\u00e7\u00e3o direta entre satisfa\u00e7\u00e3o e lealdade.<\/p><p>Por esse motivo, a m\u00e9trica que melhor prev\u00ea a recompra e o aumento dos gastos do consumidor \u00e9 o Customer Effort Score (CES). O CES visa conhecer o n\u00edvel de esfor\u00e7o incorrido por um cliente num processo de compra, uma vez que os clientes hoje mais do que nunca procuram empresas que lhes deem solu\u00e7\u00f5es de forma r\u00e1pida e simples. Assim, a experi\u00eancia do cliente, estrat\u00e9gica, devidamente desenhada e implementada, resulta em clientes satisfeitos, promotores da marca e consumidores fi\u00e9is, capazes de recomprar, pagar mais e recomendar.<\/p><p>Por tudo isso, \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para as empresas de Ecoturismo projetem e me\u00e7am a experi\u00eancia dos clientes em contato com a organiza\u00e7\u00e3o, abrindo espa\u00e7o para disciplinas como User Experience (UX) e Service Design (SD), ambas dentro do que conhecido como Customer Experience (CX), onde o objetivo deste \u00faltimo \u00e9 uma vis\u00e3o hol\u00edstica do cliente, colocando-o no centro, buscando tornar todo o processo de compra e todas as intera\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, seja com funcion\u00e1rios ou canais de contato, experi\u00eancias positivas.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-7c3dd501 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"7c3dd501\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-9\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 9. Pr\u00e1ticas de sustentabilidade que podem ser implementadas ao n\u00edvel da empresa<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4313fd31 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4313fd31\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas, as empresas e as autoridades de gest\u00e3o de destinos, operadores tur\u00edsticos, comunidades locais e visitantes t\u00eam um papel a desempenhar para garantir que o turismo melhore, em vez de degradar, os destinos como lugares para viver, trabalhar, visitar e desfrutar. Fazer ecoturismo \u00e9 um processo e n\u00e3o um objetivo. Desenvolver e implementar pr\u00e1ticas que ajudem a potencializar os efeitos positivos e reduzir os efeitos negativos da atividade tur\u00edstica no dia a dia \u00e9 parte importante desse processo, onde os consumidores est\u00e3o demonstrando que influenciam e s\u00e3o cada vez mais influenciados por quest\u00f5es \u00e9ticas e de sustentabilidade em suas decis\u00f5es de compra. Isso tamb\u00e9m se aplica a viagens e turismo, onde v\u00e1rias tend\u00eancias orientadas para o consumidor est\u00e3o demonstrando o interesse crescente dos consumidores em adotar pr\u00e1ticas de ecoturismo.<\/span><\/p><p>\u00a0<\/p><p>As pr\u00e1ticas de ecoturismo s\u00e3o, portanto, relacionadas ao planejamento, desenvolvimento e gest\u00e3o do turismo de uma forma que garanta que: os impactos negativos sejam gerenciados e minimizados, e os benef\u00edcios l\u00edquidos que o turismo possa criar para lugares e pessoas melhores sejam aprimorados; os recursos naturais sejam conservados e a biodiversidade seja protegida; as tradi\u00e7\u00f5es e o patrim\u00f4nio cultural sejam respeitados, celebrados e preservados; as economias e meios de subsist\u00eancia locais sejam fortalecidos; e o bem-estar e a qualidade de vida das comunidades sejam aprimorados e que sejam envolvidos e protagonistas na tomada de decis\u00f5es sobre o turismo e desenvolvimento local. Portanto, o ecoturismo n\u00e3o \u00e9 apenas um produto, um nicho, uma proposta de mercado ou mesmo uma &#8216;forma&#8217; de turismo (veja m\u00f3dulo 1), e todos os tipos de turismo podem se tornar mais sustent\u00e1veis.<\/p><p>O ecoturismo pode adotar as seguintes pr\u00e1ticas em n\u00edvel de empresa para promover viagens sustent\u00e1veis (European Travel Commission, 2021):<\/p><ul><li>i)\u00a0 Desenvolver uma vis\u00e3o compartilhada para o destino com base no consenso intersetorial criando mecanismos para uma coopera\u00e7\u00e3o profunda e de longo prazo entre os atores privados, p\u00fablicos e comunit\u00e1rios;<\/li><li>ii)\u00a0 Incorporar a sustentabilidade na estrat\u00e9gia e no planejamento do turismo, identificando os impactos do turismo e a compreens\u00e3o de seus custos e benef\u00edcios, ajudar\u00e1 a moldar e priorizar a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas, bem como aqueles que podem liderar e contribuir para elas, incluindo aspectos ambientais, como consumo respons\u00e1vel de recursos, investimento em infraestrutura verde, aplica\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios de economia circular, redu\u00e7\u00e3o do uso de \u00e1gua e energia, transporte de baixo carbono e energia renov\u00e1vel; e impactos sociais como pontos de vista dos residentes sobre turismo e intera\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3o-h\u00f3spede; quest\u00f5es econ\u00f4micas, incluindo trabalho decente e fortes cadeias de suprimentos;<\/li><li>iii)\u00a0 Desenvolvimento do turismo dentro de uma economia de base ampla, assegurar que o turismo esteja firmemente alinhado com os objetivos ambientais e sociais do lugar;<\/li><li>iv)\u00a0 Consultar e colocar as comunidades locais no centro do planejamento e desenvolvimento do turismo realizando a\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia do turismo para a economia local e ajudar a demonstrar os benef\u00edcios que traz para a vida das comunidades locais;<\/li><li>v)\u00a0 Turismo regenerativo: usando o turismo para contribuir positivamente para o destino e seu ambiente como parte de um amplo \u201cecossistema\u201d reconhecendo que h\u00e1 uma oportunidade de ir al\u00e9m da mitiga\u00e7\u00e3o de impactos negativos e gerar benef\u00edcios sociais e ambientais positivos para pessoas e lugares ao desenvolver estrat\u00e9gias e planos de a\u00e7\u00e3o de turismo;<\/li><li>vi)\u00a0 Criar mecanismos de financiamento sustent\u00e1veis para o desenvolvimento e gest\u00e3o do turismo, garantindo que as receitas geradas contribuam para a redu\u00e7\u00e3o dos impactos negativos do turismo, valorizando o destino e protegendo os seus ativos, e elevando os padr\u00f5es de vida e a qualidade da infraestrutura para os residentes locais;<\/li><li>\u00a0<\/li><li>vii)\u00a0 Estabelecer novas medidas de sucesso: priorizando o bem-estar e os valores locais e n\u00e3o o volume de turistas, desenvolvendo m\u00e9tricas espec\u00edficas dos benef\u00edcios para o destino, como desenvolvimento de pequenas empresas, cadeias de suprimentos sustent\u00e1veis, abastecimento local, distribui\u00e7\u00e3o de renda, prote\u00e7\u00e3o de recursos naturais e culturais, gest\u00e3o e desenvolvimento ambiental;<\/li><li>viii)\u00a0 Identificar os riscos clim\u00e1ticos e alinhar os objetivos de desenvolvimento do turismo com os compromissos de redu\u00e7\u00e3o de carbono, identificando e defendendo estrat\u00e9gias de como o turismo pode contribuir para os objetivos nacionais e regionais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de carbono e gases de efeito estufa;<\/li><li>ix)\u00a0 Usar as receitas do turismo para proteger e conservar os bens do patrim\u00f4nio natural e cultural, identificando formas atrav\u00e9s das quais as receitas do turismo podem contribuir para a conserva\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e celebra\u00e7\u00e3o dos bens culturais e naturais em que se baseia a atratividade do destino e como a receita pode servir para mitigar os impactos negativos do turismo;<\/li><li>x)\u00a0 Monitoramento da demanda de visitantes antes da visita e no destino para prever e gerenciar o crescimento;<\/li><li>xi)\u00a0 Promover um forte senso de lugar trabalhando com a popula\u00e7\u00e3o local para identificar o que \u00e9 especial sobre o destino, para gerar coes\u00e3o da comunidade e orgulho local, bem como, maior apoio ao tipo de turismo que a popula\u00e7\u00e3o local gostaria de ver;\u00a0<\/li><li>xii)\u00a0 Incorporar a sustentabilidade na pr\u00e1tica da ind\u00fastria para torn\u00e1-la parte do &#8216;business as usual&#8217; apoiando as empresas de turismo e hospitalidade a adotar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis para criar benef\u00edcios para o destino, particularmente no que diz respeito ao consumo de recursos e gest\u00e3o ambiental;<\/li><li>xiii)\u00a0 Construir cadeias de suprimentos e pol\u00edticas de compras respons\u00e1veis, transparentes e inclusivas;<\/li><li>xiv)\u00a0 Fornecer aos consumidores informa\u00e7\u00f5es para fazer escolhas respons\u00e1veis criando plataformas acess\u00edveis onde os consumidores que procuram produtos e servi\u00e7os e os operadores que procuram fornecedores podem encontrar informa\u00e7\u00f5es sobre o desempenho de sustentabilidade das empresas de turismo e op\u00e7\u00f5es de transporte de baixo carbono.<\/li><\/ul><p>Al\u00e9m disso, existem muitas ferramentas dispon\u00edveis para as empresas de ecoturismo que podem ajudar a desenvolver a sustentabilidade: (i) estrat\u00e9gias de gest\u00e3o sustent\u00e1vel, por exemplo: certifica\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, rotulagem ecol\u00f3gica, custos ecol\u00f3gicos (cobrados como taxas e impostos); (ii) medidas para mitigar os impactos da oferta tur\u00edstica, demanda, planejamento e desenvolvimento, por exemplo: press\u00e3o regulat\u00f3ria; (iii) gest\u00e3o ambiental, por exemplo, medidas de economia de \u00e1gua e energia, minimiza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, uso de material ecologicamente correto, diretrizes de publicidade\/marketing verde, eventos verdes e eventos de neg\u00f3cios, (iv) condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o turismo sustent\u00e1vel, por exemplo: o envolvimento de comunidades locais no desenvolvimento e opera\u00e7\u00e3o do turismo, e outras ferramentas, como a gest\u00e3o do ciclo de vida dos produtos, eco-neg\u00f3cios e gest\u00e3o ambiental, gest\u00e3o da sustentabilidade social, compras sustent\u00e1veis, sustentabilidade da cadeia de suprimentos, gest\u00e3o do produto, responsabilidade estendida do produtor, Declara\u00e7\u00f5es, R\u00f3tulos e Selos Ambientais.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-57a8b946 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"57a8b946\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-10\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 10.  Responsabilidade social corporativa e ecoturismo<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-305c7952 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"305c7952\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">A responsabilidade social corporativa \u00e9 uma estrat\u00e9gia para melhorar os produtos, os lucros e o valor da marca. A ideia de corpora\u00e7\u00f5es como simplesmente organiza\u00e7\u00f5es criadoras de riqueza, sem obriga\u00e7\u00f5es com o meio ambiente, n\u00e3o \u00e9 mais aceit\u00e1vel. A globaliza\u00e7\u00e3o combinada com o aumento da transpar\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es corporativas revelou varia\u00e7\u00f5es significativas na forma como as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o tentando equilibrar a busca de lucros e a boa cidadania corporativa. O aumento da medi\u00e7\u00e3o de recursos naturais, controles de polui\u00e7\u00e3o, monitoramento de cadeias de fornecimento \u00e9ticas e treinamento expandido de funcion\u00e1rios est\u00e3o crescendo globalmente, revelando resultados interessantes. As expectativas das partes interessadas tamb\u00e9m aceleraram a necessidade de monetizar essas iniciativas; no entanto, a falta de metodologias e m\u00e9tricas padronizadas confundiu muitos setores, impedindo um maior progresso.\u00a0<\/span><\/p><p>O progresso cont\u00ednuo da responsabilidade social corporativa representa uma oportunidade emergente significativa para as novas vantagens competitivas do ecoturismo.<\/p><p>Os componentes da responsabilidade social corporativa no ecoturismo est\u00e3o relacionados a:<\/p><ol><li><i style=\"font-weight: bold;\"><b>Do ponto de vista econ\u00f4mico:\u00a0<\/b><\/i>o ecoturismo tem efeito e sustenta o crescimento econ\u00f4mico;<\/li><li><i><b>Do ponto de vista sociocultural<\/b><\/i>: o ecoturismo pode contribuir para o aumento do n\u00edvel de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida, n\u00edvel de cultura, acelera\u00e7\u00e3o do processo de progresso social, integra\u00e7\u00e3o no sistema global de valores, revitaliza\u00e7\u00e3o do \u00e1reas pobres, etc.;<\/li><li><i><b>Do ponto de vista ambiental<\/b><\/i>:\u00a0 um ambiente n\u00e3o polu\u00eddo, com diversidade de paisagens, flora e fauna bem preservada \u00e9 uma base fundamental para o desenvolvimento do ecoturismo, elemento central de atratividade e gera\u00e7\u00e3o de vantagens comparativas, tendo prioridade nos crit\u00e9rios de escolha dos destinos.<\/li><\/ol><p>Os principais determinantes para adotar a responsabilidade social corporativa nos neg\u00f3cios de ecoturismo s\u00e3o os seguintes (Pascauriu e Frunza, 2011):<\/p><ul><li>i. Aumento das interdepend\u00eancias entre turismo e desenvolvimento sustent\u00e1vel (o que implica associar os conceitos de desenvolvimento ecol\u00f3gico, responsabilidade ecol\u00f3gica, responsabilidade social, qualidade integrada do portf\u00f3lio de produtos ecotur\u00edsticos e competitividade);<\/li><li>ii. Aumentar o papel da parceria p\u00fablico-privada e integra\u00e7\u00e3o em redes para o desenvolvimento estrat\u00e9gico dos empreendimentos de ecoturismo (a responsabilidade social integra os aspectos sociais e ambientais nas pol\u00edticas do empreendimento, considerando os interesses de todos os tipos de \u201cpartes\u201d envolvidas direta e indiretamente (clientes, acionistas, empregadores, sociedade civil, popula\u00e7\u00e3o e meio ambiente local);<\/li><li>iii. A ocupa\u00e7\u00e3o ecotur\u00edstica supera a capacidade de absor\u00e7\u00e3o e regenera\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o receptor nas \u00e1reas de alta intensidade tur\u00edstica, afetando a \u00e1rea s\u00f3cio-cultural, o meio ambiente e a biodiversidade;<\/li><li>iv. Desigualdades no acesso ao turismo; o acesso ao turismo tornou-se um indicador da qualidade de vida; ao integrar a componente social, o modelo de turismo sustent\u00e1vel significa tamb\u00e9m reduzir as disparidades e discrimina\u00e7\u00f5es no consumo tur\u00edstico, apoiando os grupos desfavorecidos; assumir a responsabilidade social corporativa da ind\u00fastria tur\u00edstica sup\u00f5e a identifica\u00e7\u00e3o de oportunidades para facilitar o acesso ao turismo;<\/li><li>v. Os d\u00e9ficits sociais ao n\u00edvel da for\u00e7a de trabalho utilizada no ecoturismo e, por outro lado, h\u00e1 um alto potencial de emprego da for\u00e7a de trabalho, especialmente em segmentos desfavorecidos, com chances relativamente pequenas de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho em geral, como: jovens, mulheres, pessoas com m\u00e9dia \/ baixo n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional; tal fun\u00e7\u00e3o social \u00e9 muito atrativa para as regi\u00f5es em crescimento, onde n\u00e3o h\u00e1 muitas alternativas de emprego;<\/li><li>vi. A tend\u00eancia de adotar estilos arquitet\u00f4nicos na infraestrutura tur\u00edstica sem conex\u00e3o com a arquitetura local; os empreendimentos de ecoturismo podem contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o da autenticidade e especificidade dos recursos atrativos do destino, assumindo a responsabilidade da arquitetura do novo edif\u00edcio; entre outros.<\/li><\/ul>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4e351cb4 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4e351cb4\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-11\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 11.  Crit\u00e9rios e iniciativas para certifica\u00e7\u00e3o do ecoturismo e turismo sustent\u00e1vel<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-22d85faa elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"22d85faa\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"color: var( --e-global-color-text );\">A certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de auditoria que fornece certeza sobre alguma infraestrutura, processo, produto, servi\u00e7o ou sistema de gest\u00e3o. Seu objetivo \u00e9 servir como ferramenta de informa\u00e7\u00e3o para que o p\u00fablico em geral possa identificar e orientar suas prefer\u00eancias de consumo. Ao atingir padr\u00f5es ou n\u00edveis espec\u00edficos, \u00e9 validado e assegurado por escrito que esses requisitos s\u00e3o atendidos (Buckley 2002).<\/span><\/p><p>Desde a d\u00e9cada de 1970, diversas certifica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de procedimentos e normas ambientalmente adequadas surgiram como resposta \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de consumidores e institui\u00e7\u00f5es sociais com a deteriora\u00e7\u00e3o do meio ambiente devido ao impacto na ind\u00fastria, na sociedade e nos h\u00e1bitos de consumo (Buckley e Cabar\u00e9 2007). Portanto, uma certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada uma marca de maior qualidade em um produto ou servi\u00e7o e um indicador de responsabilidade econ\u00f4mica, ambiental ou social do produto (Honey e Stewart 2002).<\/p><p>A certifica\u00e7\u00e3o verde surgiu na Europa e rapidamente alcan\u00e7ou distribui\u00e7\u00e3o global e ampla diversifica\u00e7\u00e3o de formas. Em geral, quem obt\u00e9m a certifica\u00e7\u00e3o recebe um selo ou logotipo utilizado como estrat\u00e9gia de marketing. Tamb\u00e9m conhecidos como \u201cselos ambientais\u201d, \u201cselos ecol\u00f3gicos\u201d, \u201clogotipos verdes\u201d ou \u201clogotipos ecol\u00f3gicos\u201d, eles s\u00e3o definidos como: \u201cum meio visual que permite que os consumidores sejam guiados dentro de uma sociedade, buscando que eles prefiram produtos ou servi\u00e7os que afetam o meio ambiente em menor grau, em compara\u00e7\u00e3o com produtos ou servi\u00e7os similares. \u00c9 um conjunto de s\u00edmbolos registrados e reconhecidos que geralmente certificam \u00e0 sociedade que o produto atende a uma s\u00e9rie de requisitos e padr\u00f5es estabelecidos para proteger o meio ambiente de uma determinada localidade. Aqui os processos s\u00e3o envolvidos por produtores, comerciantes e consumidores\u201d (Haaland e Aas 2010).<\/p><p>A ind\u00fastria do turismo foi uma das primeiras a adotar padr\u00f5es de certifica\u00e7\u00e3o como estrat\u00e9gia de marketing e fornecer informa\u00e7\u00f5es ao cliente sobre a real qualidade da oferta. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX, reconhecemos padr\u00f5es de qualidade atrav\u00e9s do sistema de cinco estrelas (AAA na Am\u00e9rica do Norte e o Guia Michelin na Europa) (Buckley, 2002; Hamele, 2004). Esses sistemas gerenciam aspectos de qualidade na oferta de servi\u00e7os como hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o, e posteriormente foram incorporados aspectos de sa\u00fade, higiene e seguran\u00e7a (Bien 2007). A partir do final dos anos 1980 na Europa (com a campanha &#8216;Blue Flag\u2019 ou Bandeira Azul, na Dinamarca), aspectos de qualidade e impacto ambiental come\u00e7aram a ser incorporados e, em meados dos anos 1990, aspectos socioculturais (Bem 2007). Tais certificados deram origem a uma prolifera\u00e7\u00e3o de sistemas de certifica\u00e7\u00e3o, com mais de 60 sistemas de certifica\u00e7\u00e3o para a primeira d\u00e9cada do mil\u00eanio e selos verdes associados \u00e0s ofertas tur\u00edsticas (incluindo hot\u00e9is, operadores, transportes, recrea\u00e7\u00e3o e outros servi\u00e7os relacionados), onde encontramos certifica\u00e7\u00f5es globais, continentais, nacionais e at\u00e9 locais (Buckley, 2002).<\/p><p>Hoje existem v\u00e1rios tipos de certifica\u00e7\u00e3o para a ind\u00fastria hoteleira. Ao considerar os impactos sociais e ambientais, podemos citar, como exemplo, os crit\u00e9rios desenvolvidos pelo Conselho Global de Turismo Sustent\u00e1vel (GSTC), que se baseiam principalmente nos seguintes pontos (Conefrey e Hanrahan 2022):<\/p><ul><li>Demonstrar uma gest\u00e3o eficaz e sustent\u00e1vel.<\/li><li>Maximizar os benef\u00edcios sociais e econ\u00f4micos para as comunidades locais e minimizar os impactos negativos.<\/li><li>Maximizar os benef\u00edcios para o patrim\u00f4nio cultural local e minimizar os impactos negativos.<\/li><li>Maximizar os benef\u00edcios para o meio ambiente e minimizar os impactos negativos.<\/li><\/ul><p>Dentro dos elementos fundamentais a considerar no \u00faltimo ponto (maximizar os benef\u00edcios para o meio ambiente e minimizar os impactos negativos), vemos tr\u00eas grandes se\u00e7\u00f5es:<\/p><ol><li>Relacionado ao uso de recursos como energia, \u00e1gua, bens de consumo e materiais.<\/li><li>Baseado na redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o gerada (ar, \u00e1gua, gest\u00e3o de res\u00edduos, subst\u00e2ncias perigosas, ru\u00eddo, luz).<\/li><li>Dirigido principalmente \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, ecossistemas e paisagens.<\/li><\/ol><p>Como os exerc\u00edcios de certifica\u00e7\u00e3o se baseiam na gest\u00e3o de um projeto espec\u00edfico, a avalia\u00e7\u00e3o do escopo dos processos deve responder a crit\u00e9rios definidos e ser entendida da mesma forma pelos diferentes atores (produtor, certificador e consumidor). Dependendo de quem a realiza, esta avalia\u00e7\u00e3o define se o exerc\u00edcio de certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 de primeira, segunda ou terceira parte (Buckley 2002), onde cada n\u00edvel varia em termos de rigor e credibilidade. Nos exerc\u00edcios de certifica\u00e7\u00e3o de primeira parte (menor grau de rigor e credibilidade), a avalia\u00e7\u00e3o e o monitoramento s\u00e3o realizados por algu\u00e9m que tem interesse direto no resultado da avalia\u00e7\u00e3o. Normalmente, a organiza\u00e7\u00e3o define seus padr\u00f5es e relat\u00f3rios sobre esses padr\u00f5es. Na segunda parte, um indiv\u00edduo (ou grupo de indiv\u00edduos, como consumidores) externo \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o realiza a avalia\u00e7\u00e3o e o monitoramento. No entanto, tem um interesse indireto no resultado da avalia\u00e7\u00e3o. Nos exerc\u00edcios de terceiros (certifica\u00e7\u00e3o por terceiros), um indiv\u00edduo (ou grupo), que n\u00e3o tem interesse no produto final, realiza a avalia\u00e7\u00e3o e o monitoramento. No contexto dos mercados verdes, a certifica\u00e7\u00e3o de terceiro n\u00edvel \u00e9 a mais aceita para entrar em mercados internacionais como Am\u00e9rica do Norte ou Uni\u00e3o Europ\u00e9ia (Borck e Coglianese 2009). No entanto, deve-se considerar que o tipo de verifica\u00e7\u00e3o (avalia\u00e7\u00e3o) e a defini\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es dependem das necessidades e\/ou desejos das partes interessadas (produtores e consumidores), e crit\u00e9rios rigorosos de certifica\u00e7\u00e3o podem ser encontrados no mercado ou em iniciativas volunt\u00e1rias de primeiro n\u00edvel (realizados por produtores conscientes), e podem ser suficientes (Buckley 2002).<\/p><p>Os benef\u00edcios obtidos com esses exerc\u00edcios de certifica\u00e7\u00e3o e seu reconhecimento por meio do selo s\u00e3o evidentes do ponto de vista comercial. Por exemplo, para conquistar novos mercados e aumentar o pre\u00e7o de venda. H\u00e1 evid\u00eancias de que a certifica\u00e7\u00e3o pode ser uma ferramenta \u00fatil em servi\u00e7os de prote\u00e7\u00e3o ambiental. No entanto, esses programas devem estar sujeitos a revis\u00e3o cont\u00ednua e auditorias regulares (Buckley e Crabtree 2007).<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00f3pico 1. Princ\u00edpios de gest\u00e3o para empresas e produtos de ecoturismo: planejamento, organiza\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e controle. Conforme explicado no primeiro m\u00f3dulo, ecoturismo \u00e9 um processo de desenvolvimento de turismo de forma mais sustent\u00e1vel que contribui na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, enriquece a liga\u00e7\u00e3o entre os visitantes e a natureza, sustenta o bem-estar da popula\u00e7\u00e3o local, inclui [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-14674","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14674"}],"version-history":[{"count":31,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14674\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15006,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14674\/revisions\/15006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}