{"id":14684,"date":"2023-11-08T16:18:06","date_gmt":"2023-11-08T16:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/natour-project.eu\/?page_id=14684"},"modified":"2023-11-20T12:03:05","modified_gmt":"2023-11-20T12:03:05","slug":"conteudos-de-aprendizagem-modulo-4","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/conteudos-de-aprendizagem-modulo-4\/","title":{"rendered":"Conte\u00fados de Aprendizagem \u2013 M\u00f3dulo 4. Interpreta\u00e7\u00e3o do ambiente natural"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"14684\" class=\"elementor elementor-14684\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2cd73383 module-topics-info elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2cd73383\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7f979759\" data-id=\"7f979759\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-32f9e6e elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"32f9e6e\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-1\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 1. Introdu\u00e7\u00e3o: defini\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial. G\u00eanese e hist\u00f3ria da interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. Formas de interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2674ad4e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2674ad4e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio para a comunica\u00e7\u00e3o<\/b><\/p><p>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio \u00e9 um processo de comunica\u00e7\u00e3o e tem um potencial significativo para a media\u00e7\u00e3o bem-sucedida do conhecimento cient\u00edfico para v\u00e1rios grupos-alvo em atividades na natureza, em parques nacionais, centros de ci\u00eancia, museus, atrativos naturais e culturais, e\/ou locais p\u00fablicos.<\/p><p>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio \u00e9 um conceito educacional muito poderoso na educa\u00e7\u00e3o de curto prazo em todo o mundo. O objetivo principal do m\u00e9todo \u00e9 propiciar aos visitantes uma compreens\u00e3o do chamado \u201cfen\u00f4meno\u201d (pode ser uma \u00e1rvore ou um edif\u00edcio, uma obra de arte etc) \u2013 de um lugar ou regi\u00e3o, transmitindo informa\u00e7\u00f5es do contexto. Em contraste com a iniciativa de apenas informar \u00e0s pessoas, os \u201cfen\u00f4menos\u201d est\u00e3o ligados \u00e0 vida dos visitantes e, portanto, permitem uma abordagem pessoal e emocional. Por meio dessa conex\u00e3o afetiva, uma rela\u00e7\u00e3o mais profunda com o local ou com a natureza e a paisagem pode ser constru\u00edda. Para as comunidades locais, isto pode ajudar a fortalecer a sua identidade regional e aumentar a valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural e cultural, enquanto os turistas vivenciam uma rela\u00e7\u00e3o mais intensa com a regi\u00e3o que est\u00e3o visitando. Para ambos os grupos, locais e visitantes, a sensibiliza\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o dos horizontes podem favorecer o seu comportamento face ao desenvolvimento sustent\u00e1vel, pois passam a \u201ccompreender e vivenciar conte\u00fados espec\u00edficos e selecionados\u201d que ir\u00e3o \u201caumentar a consci\u00eancia sobre o valor da regi\u00e3o e a necessidade de prote\u00e7\u00e3o\u201d (Kreisel, 2003, p. 5). Estudos comprovam mudan\u00e7as comportamentais em prol da sustentabilidade e da prote\u00e7\u00e3o de \u201cfen\u00f4menos\u201d e do patrim\u00f4nio natural (Tubb, 2003).<\/p><p>Para ser interpretativa, uma apresenta\u00e7\u00e3o deve preencher a lacuna mental e emocional entre o visitante em clima de lazer e os objetos ou locais originais. A interpreta\u00e7\u00e3o consiste em colocar objetos ou fatos isolados em um contexto significativo e orientado a valores. Revela o significado de fen\u00f4menos naturais, artefatos ou esp\u00e9cies para aqueles que n\u00e3o s\u00e3o especialistas no assunto.<\/p><p><b>Origens da interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial<\/b><\/p><p>Quando a industrializa\u00e7\u00e3o estava em pleno andamento, na primeira metade do s\u00e9culo XIX, e determinados grupos estavam se afastando cada vez mais da natureza, R.W. Emerson e H.D. Thoreau, nos Estados Unidos, estabeleceram como meta intensificar a rela\u00e7\u00e3o entre humanos e natureza (Ludwig, 2008). No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, os guias de montanha de Chamonix, na fronteira entre Fran\u00e7a, Su\u00ed\u00e7a e It\u00e1lia, acompanhavam os aventureiros e partilhavam a sua paix\u00e3o pelas montanhas, pela paisagem, pelos v\u00e1rios monumentos e castelos.<\/p><p>Algumas d\u00e9cadas depois, os guias da natureza E. Mills (1870-1922) (Regnier et al., 1994) e John Muir (1838-1914) (Sierraclub, 2022), nos Estados Unidos, desenvolveram t\u00e9cnicas para transmitir seus pr\u00f3prios conhecimentos aos visitantes. J. Muir viajava muito e era particularmente fascinado pela \u00e1rea de Yosemite. Come\u00e7ou a escrever sobre suas viagens como jornalista enquanto trabalhava como cientista e foi o primeiro a usar o termo \u201cinterpretar\u201d. John Muir convidou o presidente Roosevelt para um acampamento de v\u00e1rios dias em Yosemite e esteve ativamente envolvido para que o vale finalmente fosse designado \u201cParque Nacional de Yosemite\u201d, em 1906, como o primeiro Parque Nacional do mundo.<\/p><p>A partir dessa \u00e9poca, o desenvolvimento do Servi\u00e7o de Parques Nacionais nos EUA e a abordagem da Interpreta\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio, ou, do ingl\u00eas, <i>Heritage Interpretation<\/i> (HI), estiveram fortemente ligados. Hoje, no entanto, podem ser encontradas associa\u00e7\u00f5es especificamente relacionadas \u00e0 HI em muitos pa\u00edses e, al\u00e9m de in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es menores e iniciativas privadas. Al\u00e9m disso, a interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio tamb\u00e9m j\u00e1 \u00e9 estabelecida em muitas universidades ao redor do mundo. O termo \u00e9 usado h\u00e1 d\u00e9cadas com muita experi\u00eancia e pesquisa, particularmente nos pa\u00edses de l\u00edngua inglesa (Lehnes &amp; Glawion, 2006).<\/p><p><b>Defini\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial<\/b><\/p><p>A primeira defini\u00e7\u00e3o do termo data de 1957, por Freeman Tilden (1883-1980) (Tilden, 2007), jornalista estadunidense. Tilden viajou pelos Parques Nacionais\u00a0 e em uma das viagens, conheceu o diretor do National Park Service, em Nova Iorque. Ap\u00f3s este encontro, dedicou-se intensamente aos Parques Nacionais e a comunicar os fen\u00f4menos naturais aos visitantes. Em 1957, ele escreveu o livro que \u00e9 uma refer\u00eancia sobre interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio: <i>Interpreting our Heritage<\/i>. \u00c9 por isso que Freeman Tilden \u00e9 chamado de \u201co pai da interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio\u201d. Sua defini\u00e7\u00e3o, que ainda \u00e9 v\u00e1lida e frequentemente citada hoje: \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma atividade educacional que visa revelar significados e relacionamentos por meio do uso de objetos originais, por experi\u00eancia em primeira m\u00e3o e por meios ilustrativos, em vez de simplesmente comunicar fatos\u201d (Tilden, 2007, p. 33).<\/p><p>Para a \u201cNational Association of Interpretation \u2013 NAI\u201d, organiza\u00e7\u00e3o fundada em 1988, nos Estados Unidos, para promover a interpreta\u00e7\u00e3o profissional do patrim\u00f4nio natural e cultural, \u201ca interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo de comunica\u00e7\u00e3o baseado em miss\u00e3o que engendra conex\u00f5es emocionais e intelectuais entre os interesses do p\u00fablico e os significados inerentes ao recurso\u201d (NAI, 2022). O que \u00e9 significativo aqui \u00e9 o alinhamento com a declara\u00e7\u00e3o de miss\u00e3o de um parque nacional, uma reserva ou institui\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p><p>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio tamb\u00e9m \u00e9 reconhecida no Canad\u00e1. Em 1987,\u00a0 a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental \u201cInterpretation Canada\u201d definiu: \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 qualquer processo de comunica\u00e7\u00e3o projetado para revelar significados e relacionamentos do patrim\u00f4nio cultural e natural ao p\u00fablico, por meio do envolvimento em primeira m\u00e3o com um objeto, artefato, paisagem ou local\u201d (Interpretation Canada, 2022). Essa defini\u00e7\u00e3o enfatiza a import\u00e2ncia da interatividade dos meios e instrumentos interpretativos.\u00a0<\/p><p>No contexto das universidades, Sam Ham em particular tem ensinado e pesquisado sobre o tema \u2018Interpreta\u00e7\u00e3o Ambiental\u2019 na Universidade de Idaho por d\u00e9cadas e ele caracteriza a interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio da seguinte forma (Ham, 1992, p. 3): \u201cInterpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 simplesmente uma abordagem para se comunicar. A interpreta\u00e7\u00e3o ambiental envolve traduzir a linguagem t\u00e9cnica de uma ci\u00eancia natural ou campo relacionado em termos e ideias que pessoas que n\u00e3o s\u00e3o cientistas possam entender prontamente. E envolve faz\u00ea-lo de uma forma divertida e interessante para essas pessoas.\u201d<\/p><p>Assim, a terminologia cient\u00edfica \u00e9 transformada pela interpreta\u00e7\u00e3o em linguagem cotidiana e compartilhada de forma que os visitantes possam facilmente absorver os conte\u00fados.<\/p><p>Patrick Lehnes desenvolveu uma representa\u00e7\u00e3o visual da abordagem de interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio (veja a figura a seguir abaixo). Neste ponto, o <i>know-how<\/i> da comunica\u00e7\u00e3o forma o pilar de uma ponte que conecta o visitante com o objeto original \u2013 o fen\u00f4meno. A ideia central conecta os aspectos interpretativos individuais e os agrupa em uma declara\u00e7\u00e3o central. A experi\u00eancia, juntamente com o profundo conhecimento do grupo-alvo, forma a base dessa ponte de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"326\" \/><\/p><p>Fonte: Patrick Lehnes (2006).<\/p><p><b>Formas de interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial<\/b><\/p><p>Existem diversas formas de interpreta\u00e7\u00e3o em diferentes locais, como: caminhadas pela natureza, trilhas autoguiadas, museus, exposi\u00e7\u00f5es, passeios de bicicleta, passeios de canoa, passeios de \u00f4nibus, centros de visitantes. Beck e colaboradores (2018) especificam que \u201cinterpretes profissionais trabalham em muitos locais e instala\u00e7\u00f5es. O trabalho interpretativo ocorre em muitos n\u00edveis de propriedade, desde aut\u00f4nomo, privado, semi-p\u00fablico e industrial, at\u00e9 municipal, municipal, estadual\/provincial e federal. A diversidade caracteriza o campo interpretativo. Os int\u00e9rpretes do patrim\u00f4nio cultural e natural usam as mesmas t\u00e9cnicas e princ\u00edpios, embora possam trabalhar em ambientes muito diferentes. Muitos int\u00e9rpretes trabalham com temas culturais e naturais\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1ec37702 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"1ec37702\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-2\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 2. Conte\u00fados em interpreta\u00e7\u00e3o na natureza: O conceito e a percep\u00e7\u00e3o da natureza. Paisagens naturais e sua origem. Biomas versus antromas. Interpreta\u00e7\u00e3o de paisagens naturais, culturais e econ\u00f4micas  <\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-35b8b3e9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"35b8b3e9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"ql-align-justify\">A no\u00e7\u00e3o de ambiente humano traz consigo a ideia de que o comportamento das pessoas \u00e9 em grande parte um produto das condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e sociais nas quais elas vivem e se desenvolvem. Mas o comportamento \u00e9 tamb\u00e9m uma manifesta\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de cada indiv\u00edduo, que, numa perspectiva hist\u00f3rica, est\u00e1 sujeito \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o e \u00e0s conting\u00eancias ambientais. Pode-se afirmar que o ser humano faz escolhas, mas elas s\u00e3o situacionais e relacionais, ou seja, possuem rela\u00e7\u00e3o direta com o meio ambiente e com os seres que o comp\u00f5em.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">H\u00e1, sem d\u00favida, aspectos amb\u00edguos a serem considerados quando se discute as rela\u00e7\u00f5es humanas e o pertencimento aos mundos da natureza e da cultura. A extens\u00e3o da ideia de meio ambiente se reflete no movimento ambientalista contempor\u00e2neo pelo conceito de holismo. \u00c9 a percep\u00e7\u00e3o trazida pela ecologia de que \u201ctudo est\u00e1 ligado a tudo\u201d. Esse ideal hol\u00edstico ecoa no popular slogan ambientalista: \u201cos humanos fazem parte da natureza\u201d. Este slogan \u00e9 frequentemente usado para sugerir que o \u201cpecado original\u201d, que leva \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o ambiental, \u00e9 uma tentativa de nos separarmos da natureza. S\u00f3 podemos voltar a ter um relacionamento saud\u00e1vel com a natureza depois de reconhecer que essa tentativa de separa\u00e7\u00e3o \u00e9 sem sentido e destrutiva.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Nos debates ambientalistas h\u00e1 uma divis\u00e3o entre \u201cmonistas\u201d e \u201cdualistas\u201d. Os \u00faltimos veem o mundo atrav\u00e9s de distin\u00e7\u00f5es significativas entre humanos e animais, natureza e sociedade, selvagens e civilizados, raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o. Os primeiros, por sua vez, negam que essas distin\u00e7\u00f5es sejam profundas e veem continuidade e singularidade al\u00e9m das categorias estabelecidas e das diferen\u00e7as que elas representam. Embora o monismo exer\u00e7a forte atra\u00e7\u00e3o entre os defensores do meio ambiente, \u00e9 dif\u00edcil enfrentar as ambiguidades decorrentes da reflex\u00e3o sem passar por uma s\u00e9rie de dualismos.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Ao discutir as rela\u00e7\u00f5es entre patrim\u00f4nio natural e patrim\u00f4nio cultural, bem como as marcas que as culturas humanas deixam nas paisagens naturais, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer uma distin\u00e7\u00e3o \u201cr\u00edgida\u201d entre natureza e cultura. A partir dessa distin\u00e7\u00e3o, os ambientes podem ser classificados em: 1) cidade\/urbano, com predom\u00ednio da cultura e do patrim\u00f4nio cultural; 2) campo\/rural, com uma mistura de natureza e cultura, mas onde a natureza \u00e9 predominantemente antropizada; e 3) terras incultas ou selvagens, com predomin\u00e2ncia de natureza em estado primitivo, \u00e1reas onde a presen\u00e7a humana \u00e9 escassa ou espor\u00e1dica, com predomin\u00e2ncia de patrim\u00f3nio natural. Essas categorias t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, dentro de um amplo quadro de an\u00e1lise, e revelam continuidades, fronteiras \u201cborradas\u201d e sobreposi\u00e7\u00f5es.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">O gradualismo caracter\u00edstico do processo evolutivo trouxe a esp\u00e9cie humana para o cen\u00e1rio hist\u00f3rico, com uma propriedade emergente, a cultura. N\u00e3o foi uma apari\u00e7\u00e3o repentina. Outros primatas homin\u00eddeos, antes do Homo sapiens, aprenderam a usar ferramentas e utens\u00edlios de pedra, manusear o fogo, organizar-se socialmente e comunicar-se por meio de gestos e algum tipo de linguagem falada. O uso de uma linguagem falada estruturada, a agricultura e a pecu\u00e1ria, a escrita, a fabrica\u00e7\u00e3o e o uso de metais, essas fa\u00e7anhas do Homo sapiens, emergiram gradualmente em diferentes lugares e \u00e9pocas. Gradualmente, a adapta\u00e7\u00e3o humana tornou-se cada vez mais dependente da cultura, o que torna o ser humano um produto tanto da cultura quanto da natureza.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Outro aspecto importante \u00e9 que o ser humano, na medida em que produz cultura, pode afetar, impactar e influenciar o ambiente natural de forma muito diferente de todos os outros seres vivos. O ser humano aprendeu a superar certos limites impostos pela natureza. Se os humanos estivessem presos apenas \u00e0 din\u00e2mica do processo biol\u00f3gico evolutivo, seria muito dif\u00edcil que seu n\u00famero chegasse a 8 bilh\u00f5es de pessoas. A esp\u00e9cie humana, ao longo da hist\u00f3ria, tem utilizado cada vez mais intensamente os recursos naturais do planeta para satisfazer os prop\u00f3sitos humanos. Das extin\u00e7\u00f5es da megafauna ao aquecimento global, os humanos conseguiram impactar profundamente o ambiente em que vivem.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A distin\u00e7\u00e3o entre cultura e natureza \u00e9, portanto, instrumental. A ambival\u00eancia faz parte do jogo do conhecimento, e n\u00e3o h\u00e1 erro em reconhecer o ser humano como pertencente e separado da natureza. O estabelecimento de distin\u00e7\u00f5es entre espa\u00e7os cidade\/urbano, campo\/rural e espa\u00e7os n\u00e3o cultivados ou agrestes s\u00e3o \u00fateis para agu\u00e7ar a percep\u00e7\u00e3o dos diferentes n\u00edveis de interven\u00e7\u00e3o humana nos ambientes naturais. Permitem uma reflex\u00e3o mais aprofundada sobre as especificidades do patrim\u00f3nio cultural e natural e sobre as rela\u00e7\u00f5es entre eles. Permitem tamb\u00e9m uma melhor avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es humanas e das perspectivas de conserva\u00e7\u00e3o destes patrim\u00f4nios \u2013 naturais e culturais.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Uma quest\u00e3o importante \u00e9 a seguinte: por que valorizar o patrim\u00f4nio cultural e natural? A resposta mais simples e \u00f3bvia \u00e9 garantir a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente humano, sem o qual a vida humana n\u00e3o seria poss\u00edvel. A depreda\u00e7\u00e3o do meio ambiente humano implica na perda da qualidade de vida do ser humano. Esta \u00e9 uma raz\u00e3o muito pragm\u00e1tica e leva \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, cultural ou natural, como um recurso a ser apropriado ou usufru\u00eddo pelo ser humano. Outras raz\u00f5es e motiva\u00e7\u00f5es menos instrumentais podem ser sugeridas e merecem um exerc\u00edcio de reflex\u00e3o. Por isso, importa introduzir aqui a no\u00e7\u00e3o de transcend\u00eancia e estabelecer a sua liga\u00e7\u00e3o com as motiva\u00e7\u00f5es para a conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural e natural.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A transcend\u00eancia do mundo, em rela\u00e7\u00e3o aos indiv\u00edduos, faz com que adquira um valor para al\u00e9m da mera utilidade. Certamente, o mundo da cultura existe para os humanos, mas \u00e9 o car\u00e1ter transcendente dela que irradia significado (objetividade) para as vidas humanas individuais. Na sociedade, ou no mundo da cultura, existem propriedades emergentes, uma esp\u00e9cie de vida pr\u00f3pria, algo mais do que a simples soma de indiv\u00edduos. \u00c9 um mundo que se perpetua atrav\u00e9s dos indiv\u00edduos humanos, suas constru\u00e7\u00f5es, suas a\u00e7\u00f5es e suas rela\u00e7\u00f5es, um ambiente prop\u00edcio \u00e0 vida humana, em todas as suas dimens\u00f5es, e um patrim\u00f4nio a ser cuidado, conhecido e admirado.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A transcend\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica relacionada ao patrim\u00f4nio natural. O mundo natural n\u00e3o foi criado por ou para humanos, embora seja o ambiente no qual a vida humana e as sociedades humanas s\u00e3o estabelecidas. O mundo natural, com toda a sua diversidade de aspectos bi\u00f3ticos e abi\u00f3ticos, \u00e9 produto de um processo evolutivo que ocorre h\u00e1 bilh\u00f5es de anos. O fato \u00e9 que os humanos s\u00e3o ne\u00f3fitos, retardat\u00e1rios participando do espet\u00e1culo da natureza, quando se pensa em qu\u00e3o recente \u00e9 seu surgimento no planeta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dura\u00e7\u00e3o do processo evolutivo.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A autonomia do mundo natural, em seu extremo, remete \u00e0 ideia de selvagem ou indom\u00e1vel. A natureza, na medida em que n\u00e3o foi criada pelos humanos ou para os humanos, e na medida em que \u00e9 indiferente aos humanos, tem um car\u00e1ter transcendental em um sentido mais profundo do que a cultura ou a sociedade.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Existem v\u00e1rios tipos de valor que podem ser atribu\u00eddos ao mundo natural: valor de manuten\u00e7\u00e3o da vida, valor econ\u00f4mico, valor recreativo, valor cient\u00edfico, valor est\u00e9tico, valor da diversidade gen\u00e9tica, valor hist\u00f3rico, valor cultural-simb\u00f3lico, valor de constru\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter, valor de diversidade-singularidade, valor da estabilidade e espontaneidade, valor dial\u00e9tico, valor da vida, valor religioso. Existem v\u00e1rios tipos de valor, desde os mais instrumentais aos mais desinteressados. Vale ressaltar o valor intr\u00ednseco da natureza. Isso, tanto quanto seu aspecto transcendental deve ser entendido em seu sentido mais profundo, relacionado ao seu car\u00e1ter aut\u00f4nomo. O valor do patrim\u00f4nio natural, entendido como toda a diversidade inerente e constitutiva do mundo natural, est\u00e1, portanto, al\u00e9m da mera instrumentalidade. Est\u00e1 relacionado \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica pura, \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e ao estabelecimento de uma conduta \u00e9tica do ser humano para com a natureza.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Nesse aspecto, a natureza tamb\u00e9m pode desempenhar um papel educativo. Embora a natureza n\u00e3o seja um agente moral, nem suas criaturas nem seus ecossistemas sejam tutores morais no campo da \u00e9tica entre os humanos, muitas vezes podemos \u201ctirar uma moral\u201d da reflex\u00e3o sobre a natureza: ou seja, tirar uma li\u00e7\u00e3o de vida. A natureza tem uma \u201ccapacidade de lideran\u00e7a\u201d; educa, leva-nos a saber quem somos e onde estamos, e qual \u00e9 a nossa voca\u00e7\u00e3o. O encontro com a natureza nos integra, nos protege do orgulho, nos d\u00e1 um senso de propor\u00e7\u00e3o e lugar, nos ensina o que esperar e com o que nos contentar. Viver bem \u00e9 conseguir captar certos ritmos naturais.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio cultural e natural, conforme acima referido, tem uma forte rela\u00e7\u00e3o com a necessidade de assegurar a conserva\u00e7\u00e3o do ambiente humano. Este motivo tem um apelo poderoso para qualquer pessoa com um m\u00ednimo de bom senso. Por outro lado, a percep\u00e7\u00e3o do car\u00e1cter transcendental, tanto do patrim\u00f3nio cultural como do natural, implica uma percep\u00e7\u00e3o mais agu\u00e7ada e uma sensibilidade para valores que v\u00e3o para al\u00e9m da mera instrumentalidade. Quem pode dizer que a possibilidade de garantir a perpetuidade do gozo dos bens que prezamos e das experi\u00eancias que nos preenchem n\u00e3o reside justamente no desenvolvimento de uma nova percep\u00e7\u00e3o do ambiente que nos cerca?<\/p><p class=\"ql-align-justify\">O conceito de patrim\u00f3nio evoca universos bastante heterog\u00e9neos. Pode-se falar de patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, art\u00edstico ou arqueol\u00f3gico, ou mesmo etnol\u00f3gico, biol\u00f3gico ou geol\u00f3gico; material ou imaterial; local, regional, nacional ou global. Numa perspetiva mais ampla, esta heterogeneidade \u00e9 abarcada pelos conceitos de patrim\u00f3nio cultural e patrim\u00f3nio natural e pelo conceito de ambiente. Vale ressaltar que o ambiente humano \u00e9 tamb\u00e9m o ambiente de todos os demais seres vivos e que, portanto, \u00e9 um patrim\u00f4nio compartilhado por humanos e n\u00e3o humanos.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A no\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio est\u00e1 relacionada ao que se transmite como heran\u00e7a. Envolve um processo social de valoriza\u00e7\u00e3o e escolha do que ser\u00e1 transmitido ou do que merece ser preservado para a posteridade, para as gera\u00e7\u00f5es futuras. \u00c9 um processo constitutivo da mem\u00f3ria e da identidade, pois decide o que ser\u00e1 lembrado e valorizado, e o que ser\u00e1 esquecido ou, no limite, at\u00e9 deixar\u00e1 de existir.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio tem a ver com a perpetua\u00e7\u00e3o do ambiente humano. A valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural e natural envolve, ao mesmo tempo, considera\u00e7\u00f5es sobre utilidade e valoriza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. \u00c9 tamb\u00e9m uma opera\u00e7\u00e3o que envolve a elabora\u00e7\u00e3o de valores \u00e9ticos relacionados \u00e0 percep\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os que v\u00e3o caracterizar a identidade e o valor que se atribui ao outro, ao que \u00e9 considerado ex\u00f3tico. Ci\u00eancia e arte, economia e pol\u00edtica desempenham um papel importante no processo social de valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">Viagens e turismo envolvem, ao mesmo tempo, os diversos aspectos relacionados ao processo de valoriza\u00e7\u00e3o dos diversos patrim\u00f4nios culturais e naturais, que est\u00e3o na base dos atrativos tur\u00edsticos. Para que um atrativo seja interessante, deve haver aspectos naturais relevantes que destaquem a beleza e\/ou sublimidade daquilo que n\u00e3o \u00e9 obra do homem \u2013 fauna, flora, praias, rios, cachoeiras, paisagens \u2013 ou, ao contr\u00e1rio, aspectos culturais . que destacam a genialidade do artefato humano \u2013 arquitetura, urbanismo e cultura imaterial. H\u00e1 tamb\u00e9m atra\u00e7\u00f5es que misturam natureza e cultura \u2013 jardins e terras cultivadas.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio natural e cultural passa pelo contacto, pela experi\u00eancia, pelo conhecimento daquilo que se quer proteger. A interpreta\u00e7\u00e3o, como arte e ci\u00eancia, tem um papel fundamental na promo\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia direta do patrim\u00f4nio natural e cultural. Os guias, os int\u00e9rpretes, s\u00e3o mediadores entre os visitantes e o novo mundo que se abre diante deles. S\u00e3o formadores de novos int\u00e9rpretes, na medida em que a experi\u00eancia da visita\u00e7\u00e3o tur\u00edstica \u00e9 formativa. \u00c9 o formador do her\u00f3i m\u00edtico, daquele que vai passar suas hist\u00f3rias e aventuras, \u00e9 o formador de valores, expande perspectivas de mundo e \u00e9 o formador de consci\u00eancias. A atividade de interpreta\u00e7\u00e3o gera empatia com o meio ambiente.<\/p><p class=\"ql-align-justify\">A interpreta\u00e7\u00e3o faz parte de uma tradi\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo uma nova ci\u00eancia e um novo of\u00edcio. Quem escolhe a profiss\u00e3o de int\u00e9rprete entra em uma tribo ancestral que inclui xam\u00e3s, poetas, historiadores e fil\u00f3sofos, al\u00e9m dos pioneiros dessa \u00e1rea: John Muir, Enos Mills e Freeman Tilden. Entre os artistas que desenvolveram e estruturaram as ideias desses pioneiros est\u00e3o Dave Dahlen, David Larsen, Sam Ham, William Lewis, Joseph Cornell, Ted Cable, Doug Knudson e Larry Beck.&nbsp;<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-16dcee07 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"16dcee07\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-3\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 3. Interpreta\u00e7\u00e3o no ambiente natural: Conte\u00fado e principais ferramentas e estrat\u00e9gias interpretativas<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-62cd0cd7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"62cd0cd7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p style=\"margin-bottom: 0in; background-image: initial; background-position: initial; background-size: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; border: none; padding: 0in;\"><b style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Conte\u00fado : Princ\u00edpios de interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio<\/b><\/p><p style=\"margin-bottom: 0in; background-image: initial; background-position: initial; background-size: initial; background-repeat: initial; background-attachment: initial; background-origin: initial; background-clip: initial; border: none; padding: 0in;\"><b style=\"color: var( --e-global-color-text );\">\u00a0<\/b><\/p><p>O conte\u00fado e algumas ferramentas e estrat\u00e9gias interpretativas podem estar relacionadas aos seis princ\u00edpios de interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, publicados por\u00a0 Tilden, em 1957 (Tilden, 2007, p. 34):<\/p><ol><li>Qualquer interpreta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o relacione de alguma forma o que est\u00e1 sendo exibido ou descrito com algo da personalidade ou experi\u00eancia do visitante ser\u00e1 ineficaz;<\/li><li>Informa\u00e7\u00e3o, como tal, n\u00e3o \u00e9 Interpreta\u00e7\u00e3o. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o baseada na informa\u00e7\u00e3o. Mas s\u00e3o coisas totalmente diferentes. No entanto, todas as interpreta\u00e7\u00f5es incluem informa\u00e7\u00f5es.<\/li><li>A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma arte que combina muitas artes, sejam os materiais apresentados cient\u00edficos, hist\u00f3ricos ou arquitet\u00f4nicos. Qualquer arte \u00e9 at\u00e9 certo ponto ensin\u00e1vel.<\/li><li>O principal objetivo da interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a instru\u00e7\u00e3o, mas a provoca\u00e7\u00e3o.<\/li><li>A interpreta\u00e7\u00e3o deve visar a apresentar um todo ao inv\u00e9s de uma parte, e deve dirigir-se ao ser humano como um todo, ao inv\u00e9s de qualquer fase.<\/li><li>A interpreta\u00e7\u00e3o dirigida a crian\u00e7as (digamos, at\u00e9 os doze anos de idade) n\u00e3o deve ser uma adapta\u00e7\u00e3o da apresenta\u00e7\u00e3o a adultos, mas deve seguir uma abordagem fundamentalmente diferente. Para estar no seu melhor, ser\u00e1 necess\u00e1rio um programa separado.<\/li><\/ol><p>Esses princ\u00edpios foram ampliados e renovados por L. Beck e T. Cable (Beck &amp; Cable, 2002; Beck &amp; Cable, 2011, Beck et al., 2018), mas os princ\u00edpios b\u00e1sicos permanecem os mesmos. A seguir, seis dos princ\u00edpios desses autores s\u00e3o tratados com mais detalhes, que s\u00e3o de particular relev\u00e2ncia para a guiagem na\u00a0 natureza e para o ecoturismo.<\/p><p><b>Principais ferramentas e estrat\u00e9gias de interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio<\/b><\/p><ul><li><b>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio conecta o fen\u00f4meno com o visitante<\/b><\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 40px;\"><i>\u201cPara despertar o interesse, os int\u00e9rpretes devem relacionar o assunto com a vida das pessoas de sua audi\u00eancia\u201d<\/i> (Beck &amp; Cable, 2011, p. 1).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">A hist\u00f3ria de fundo sobre o local, objetos espec\u00edficos, artefatos ou biodiversidade deve estar sempre relacionada a experi\u00eancias, conceitos ou ideias com as quais o p\u00fablico alvo esteja familiarizado. Este aspecto central da interpreta\u00e7\u00e3o aproxima o fen\u00f4meno do visitante, estabelecendo primeiro a relev\u00e2ncia entre o objeto e o visitante &#8220;&#8230; o principal interesse do visitante \u00e9 tudo o que toca sua personalidade, sua experi\u00eancia e seus ideais&#8221; (Tilden, 2007, p. 36). Ao vincular os temas ao mundo do visitante, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel transmitir fatos que o visitante n\u00e3o considera interessantes, pois, se o tema for visto de uma perspectiva que envolva o visitante, seu interesse aumenta. T. Ludwig tamb\u00e9m se refere a isso como &#8216;trampolins&#8217; para o visitante (Ludwig, 2012c). Os trampolins metodol\u00f3gicos mais sugeridos por T. Ludwig s\u00e3o (2014): explica\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o (observa\u00e7\u00e3o), narrativa (hist\u00f3ria de aventura, conto de fadas, lenda, piada), express\u00e3o em uma arte perform\u00e1tica (poesia, rima, m\u00fasica, melodia), estimula\u00e7\u00e3o sensorial percep\u00e7\u00e3o, imagina\u00e7\u00e3o excitante (por exemplo, de formas de rocha ou \u00e1rvore), demonstra\u00e7\u00e3o, ilustra\u00e7\u00e3o (foto, desenho, estat\u00edstica), investiga\u00e7\u00e3o (experi\u00eancia), jogo (tamb\u00e9m dramatiza\u00e7\u00e3o).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Para aproximar t\u00f3picos desconhecidos do familiar, ajuda usar compara\u00e7\u00f5es, s\u00edmiles ou met\u00e1foras com rela\u00e7\u00f5es da vida cotidiana e um estilo personalizado. Muito eficaz \u00e9 relacionar-se com valores que s\u00e3o importantes para os visitantes.\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Outras t\u00e9cnicas para ajudar os visitantes s\u00e3o usar nomes pr\u00f3prios ou auto-refer\u00eancias como \u201cvoc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de&#8230; \u201d, ou rotular: \u201cos amigos da natureza\u201d (Ham , 1992). A rotulagem deve ser usada com cuidado porque voc\u00ea pode excluir pessoas. As crian\u00e7as e tamb\u00e9m os adultos gostam de protagonistas, que guiam na interpreta\u00e7\u00e3o (pode ser um cientista, um personagem, um animal ou qualquer outro protagonista de uma hist\u00f3ria\u2026).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Este princ\u00edpio \u00e9 sustentado por muitos estudos em ci\u00eancia educacional te\u00f3rica e psicologia, mostrando que uma pessoa decomp\u00f5e novas informa\u00e7\u00f5es em pequenas unidades e depois as classifica de acordo com informa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias j\u00e1 existentes. Este &#8216;mapeamento conceitual&#8217; cria uma rede de unidades de informa\u00e7\u00e3o conectadas umas \u00e0s outras. Pesquisas do c\u00e9rebro tamb\u00e9m mostraram que estamos constantemente alternando entre eventos externos e pensamentos e interesses internos (&#8216;a mudan\u00e7a externa-interna&#8217;). A Interpreta\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio deve, portanto, vincular novas informa\u00e7\u00f5es a conhecimentos e experi\u00eancias anteriores para ancorar permanentemente (Beck &amp; Cable , 2011, p. 2-3).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">D. Knapp usou estudos emp\u00edricos para mostrar que tr\u00eas pontos s\u00e3o importantes para uma recorda\u00e7\u00e3o duradoura: exposi\u00e7\u00e3o m\u00faltipla, relev\u00e2ncia para a pessoa e envolvimento ativo com o conte\u00fado (Knapp, 2006).<\/p><ul><li><b>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio \u00e9 guiada por uma ideia central<\/b><\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 40px;\"><i>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o deve apresentar um tema ou tese completa e abordar a pessoa como um todo\u201d<\/i> (Beck &amp; Cable , 2011, p . 43).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio funciona de maneira tem\u00e1tica com uma ideia central abrangente (Ham, 1992 , p. 33). O &#8216;tema&#8217; \u00e9 sempre expresso em uma frase completa e cont\u00e9m o que o visitante deve lembrar ap\u00f3s a visita. &#8221; Uma mensagem sucinta e central sobre um t\u00f3pico de interesse que um comunicador deseja transmitir a um p\u00fablico &#8221; (NAI DEFINITIONPROJECT, 2022).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Quando vinculamos os fen\u00f4menos a uma ideia central mais abrangente, isso \u00e9 melhor lembrado do que uma cole\u00e7\u00e3o de t\u00f3picos muito diferentes. P. Lehnes descobriu que os visitantes tamb\u00e9m gostam de seguir v\u00e1rias ideias centrais: Quando questionados se os visitantes concordam com a seguinte afirma\u00e7\u00e3o: &#8220;Gosto quando um caminho (interpretativo) \u00e9 orientado para uma ideia central&#8221; ou &#8220;orientado para v\u00e1rias ideias centrais&#8221;, 32% escolhem v\u00e1rias, enquanto 20% preferem apenas uma ideia central (Lehnes, 2004, p. 55), o que significa que uma ideia principal orientadora, o &#8216;tema&#8217;, pode certamente ser decomposta em &#8216;subtemas&#8217; ou &#8216;subsubtemas&#8217;.\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Lundberg defende a &#8216;interpreta\u00e7\u00e3o baseada em uma tese&#8217;: aqui n\u00e3o se trata de uma ideia central, mas de expressar uma opini\u00e3o sobre a qual os visitantes podem comentar, sendo assim ativamente envolvidos e encorajados a desenvolver seus pr\u00f3prios pensamentos (Lundberg, 1997 , pp. 14-17).<\/p><ul><li><b>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio conta hist\u00f3rias<\/b><\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 40px;\"><i>&#8220;A apresenta\u00e7\u00e3o interpretativa -como uma obra de arte- deve ser concebida como uma hist\u00f3ria que informa, entret\u00e9m e ilumina.&#8221;<\/i> (Beck &amp; Cable, 2011, p. 21).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">O uso de storytelling \u00e9 um m\u00e9todo muito forte. As pessoas se lembram muito mais de se conectar a uma hist\u00f3ria do que apenas ouvir sobre os fatos. Quando a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 integrada a uma hist\u00f3ria, ela n\u00e3o fica mais isolada, mas em um contexto de significado mais acess\u00edvel aos visitantes e eles aprendem automaticamente atrav\u00e9s da hist\u00f3ria sem sentir que est\u00e3o sendo ensinados. Dados e fatos por si s\u00f3 podem ser interessantes, mas s\u00f3 tocam o visitante mais profundamente quando inseridos em um contexto maior. Por exemplo, se a informa\u00e7\u00e3o estiver ligada a valores universais ou a conceitos imateriais como paz ou felicidade ou liberdade, ou amor, referidos como &#8216;universais&#8217; ou &#8216;intang\u00edveis&#8217;. Uma abordagem emocional do fen\u00f4meno leva a uma conex\u00e3o mais forte com o objeto ou a paisagem: &#8221; A tarefa do int\u00e9rprete \u00e9 ajudar a fazer a conex\u00e3o entre os significados tang\u00edveis e intang\u00edveis do recurso nos cora\u00e7\u00f5es e mentes dos visitantes&#8221; (Beck &amp; Cable, 2011, p. 13).<\/p><ul><li><b>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio trabalha com m\u00e9todos espec\u00edficos do grupo-alvo<\/b><\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 40px;\"><i>&#8221; A interpreta\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as, adolescentes e idosos &#8211; quando estes constituem grupos uniformes &#8211; deve seguir abordagens fundamentalmente diferentes &#8221;\u00a0<\/i>(Beck &amp; Cable, 2011, p . 53).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">As estrat\u00e9gias interpretativas para crian\u00e7as s\u00e3o certamente muito mais l\u00fadicas e interativas do que as direcionadas aos idosos. As crian\u00e7as, por exemplo, t\u00eam uma necessidade mais forte de experimentar como algo se sente (Tilden, 2007), ou de se identificar com um guia, o que aumenta significativamente sua conex\u00e3o com o local (Megerle, 2003).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">A profundidade com que um tema \u00e9 tratado depende sempre do p\u00fablico-alvo. Isso deve, portanto, ser determinado e definido com precis\u00e3o antes de qualquer concep\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, deve-se considerar se os visitantes s\u00e3o locais ou turistas e como est\u00e3o viajando, por exemplo, com crian\u00e7as pequenas, em carrinhos de beb\u00ea ou em cadeiras de rodas. As ofertas, ou entregas, devem &#8211; sempre que poss\u00edvel &#8211; ser implementadas sem barreiras.<\/p><ul><li><b>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio \u00e9 curta, divertida, precisa e cientificamente correta<\/b><\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 40px;\"><i>&#8221; Os int\u00e9rpretes devem se preocupar com a quantidade e a qualidade (sele\u00e7\u00e3o e precis\u00e3o) das informa\u00e7\u00f5es apresentadas. Uma interpreta\u00e7\u00e3o focada e bem pesquisada ser\u00e1 mais poderosa do que um discurso mais longo &#8221;\u00a0<\/i>(Beck &amp; Cable, 2011, p. 91).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">\u00c9 importante filtrar os aspectos mais importantes e especiais de um fen\u00f4meno a ser interpretado, para deixar o visitante curioso e ir direto ao ponto. Tilden (2007) aponta que &#8216;o toque final&#8217; muitas vezes pode ser demais e que uma explica\u00e7\u00e3o muito longa pode diluir o que foi dito antes.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">O conte\u00fado deve ser criteriosamente apurado (Beck &amp; Cable, 2011) e sempre verificado cientificamente. Se os fatos forem simplificados, eles ainda devem resistir, ou seja, serem s\u00f3lidos o suficiente, frente a verifica\u00e7\u00e3o de especialistas.<\/p><ul><li><b>A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio mostra caracter\u00edsticas especiais e contribui para sua prote\u00e7\u00e3o<\/b><\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 40px;\"><i>&#8221; A interpreta\u00e7\u00e3o deve incutir nas pessoas a habilidade e o desejo de sentir a beleza em seus arredores&#8230; para encorajar a preserva\u00e7\u00e3o de recursos&#8221;<\/i> (Beck &amp; Cable, 2011, p. 135).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Se os visitantes forem inspirados e tiverem uma experi\u00eancia tocante, eles ir\u00e3o perceb\u00ea-las e experiment\u00e1-las com mais intensidade e, assim, apreci\u00e1-las mais. Tilden (2007, p. 59) argumenta que \u201c o prop\u00f3sito da interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 estimular o leitor ou ouvinte para um desejo de ampliar seu horizonte de interesses e conhecimento e obter uma compreens\u00e3o da verdade maior que est\u00e1 por tr\u00e1s de qualquer declara\u00e7\u00e3o de fato \u201d. Os espa\u00e7os interpretativos contribuem assim para o alargamento dos horizontes dos visitantes e consequentemente para a prote\u00e7\u00e3o dos fen\u00f3menos. Estudos comprovam a mudan\u00e7a comportamental no sentido da educa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento sustent\u00e1vel (Tubb, 2003).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Beck e Cable (2011, p. 50) acreditam que \u201cidealmente, podemos (e devemos) ajudar os visitantes a sentir que podem fazer parte de uma solu\u00e7\u00e3o maior\u201d. Se os fen\u00f4menos estiverem inseridos em um contexto maior, ou em conceitos ou sistemas que tamb\u00e9m reflitam um contexto global, eles d\u00e3o aos visitantes a sensa\u00e7\u00e3o de que podem contribuir com algo para proteger a natureza, a si mesmos e a humanidade. Como princ\u00edpio orientador, Ludwig (2011, p. 159) afirma: \u201cAtrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o, da compreens\u00e3o \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o, da aprecia\u00e7\u00e3o \u00e0 consci\u00eancia\u201d.<\/p><p><b>Resultado<\/b><\/p><p>O objetivo \u00e9 que os visitantes pensem em si mesmos e em seu ambiente, Lehnes e Carter (2017) apontaram: \u201cMas quando nos envolvemos em um verdadeiro pensamento reflexivo, estamos em um di\u00e1logo dial\u00e9tico silencioso com n\u00f3s mesmos. \u00c9 o nosso eu quem responde; \u00e9 a nossa segunda voz interior que verifica a coer\u00eancia de um pensamento com os nossos pr\u00f3prios conceitos e ideias preconcebidos. Este \u00e9 um estado de esp\u00edrito fundamentalmente diferente. N\u00e3o saltamos para frente e para tr\u00e1s entre o mundo exterior e nosso ponto de vista, mas estamos inteiramente conosco. Tentamos integrar um conceito novo ou revisado de forma coerente em nosso cosmo interior de conceitos e ideias intang\u00edveis, que est\u00e1 multiplamente conectado com nosso tesouro interno de experi\u00eancias e conhecimentos\u201d.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3924a5d5 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"3924a5d5\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-4\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 4. Princ\u00edpios de planejamento da interpreta\u00e7\u00e3o: gest\u00e3o da experi\u00eancia e o roteiro de visita<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2cb8b1b7 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2cb8b1b7\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Planejamento interpretativo<\/b><\/p><p>Toda interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 planejada, segue um objetivo definido e tem um desenvolvimento coerente; n\u00e3o h\u00e1 a\u00e7\u00f5es isoladas e improvisadas. Como disse Masters (2008): \u201cUm plano ou estrat\u00e9gia de interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 como um projeto arquitet\u00f4nico \u2013 um projeto essencial para a entrega de uma boa interpreta\u00e7\u00e3o. Planos e estrat\u00e9gias s\u00e3o blocos de constru\u00e7\u00e3o realmente fundamentais, reunindo todos os diferentes elementos de um sitio e suas hist\u00f3rias para oferecer uma experi\u00eancia interpretativa coerente para os visitantes\u201d. Para planejar uma entrega\/oferta interpretativa existem diferentes modelos.<\/p><p>Um modelo geral para planejar ofertas interpretativas \u00e9 o conhecido Modelo 5-M (Brochu 2013), que se baseia em:<\/p><p>1. <b>Gest\u00e3o (Management)<\/b><\/p><p>Em primeiro lugar, definir-se-\u00e1 a miss\u00e3o, as metas e os objetivos da oferta interpretativa. \u00c9 necess\u00e1rio pensar em pessoal, or\u00e7amento, instala\u00e7\u00f5es e equipamentos e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p><p>2. <b>Mercados (Markets)<\/b><\/p><p>Na pr\u00f3xima etapa a pergunta: O que voc\u00ea tem a oferecer? Isso deve ser discutido. A oferta da interpreta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 gratuita, ou quem est\u00e1 te apoiando a oferta, ou ainda, os visitantes devem pagar o pre\u00e7o total. Sua oferta interpretativa deve ser vis\u00edvel, ent\u00e3o como as pessoas ficam sabendo disso?<\/p><p>3. <b>Mensagens (Messages)<\/b><\/p><p>As perguntas aqui s\u00e3o: Por que este s\u00edtio (local) \u00e9 importante? Quais os interesses dos visitantes? O que a administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 mais interessada em comunicar?<\/p><p>4.<b> Mec\u00e2nica (Mechanics)<\/b><\/p><p>A mec\u00e2nica inclui as caracter\u00edsticas do local ou da paisagem e as instala\u00e7\u00f5es e edif\u00edcios e as hist\u00f3rias interpretativas. Tamb\u00e9m a acessibilidade ou o programa, a coloca\u00e7\u00e3o, oportunidades f\u00edsicas e restri\u00e7\u00f5es.<\/p><p>5. <b>M\u00eddia\/Meios de comunica\u00e7\u00e3o (Media)<\/b><\/p><p>Existe uma grande variedade de m\u00eddias e \u00e9 importante escolher os meios certos para o p\u00fablico-alvo certo, como placas, pain\u00e9is, exposi\u00e7\u00f5es, centros de visitantes, visitas guiadas, demonstra\u00e7\u00f5es, entre outras.<\/p><p><b>6 passos para uma visita interpretativa<\/b><\/p><p>Ao planejar uma visita guiada interpretativa, h\u00e1 6 etapas importantes a serem seguidas (Chatel &amp; Falk, 2021):<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">1. An\u00e1lise do ambiente<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">Antes de escolher o tema da visita, uma an\u00e1lise do ambiente deve apurar o que j\u00e1 \u00e9 abordado em outros lugares em museus regionais, trilhas ecol\u00f3gicas, exposi\u00e7\u00f5es, aplicativos etc. e o conte\u00fado deve ser adaptado de forma a abrir um novo t\u00f3pico ou uma nova perspectiva.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">2. Defini\u00e7\u00e3o dos objetivos e p\u00fablico-alvo<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">Ap\u00f3s a an\u00e1lise, determina-se o principal p\u00fablico-alvo e devem ser identificadas as experi\u00eancias deste grupo e o n\u00edvel de conhecimento, a mobilidade, a motiva\u00e7\u00e3o, e os principais interesses. Em seguida, ser\u00e3o estabelecidos os objetivos cognitivos, afetivos e orientados para a a\u00e7\u00e3o do passeio.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">3. Triangula\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">A triangula\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos fornece uma vis\u00e3o mais profunda e uma pesquisa aprofundada do t\u00f3pico. In\u00fameras visitas de campo s\u00e3o indispens\u00e1veis, acompanhadas da sele\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos e uma pesquisa bibliogr\u00e1fica bem fundamentada. Entrevistas com especialistas (e hist\u00f3rias desses especialistas), em particular, provaram ser uma fonte muito valiosa para dar vida ao conte\u00fado posteriormente. Uma conex\u00e3o afetiva \u00e9 alcan\u00e7ada principalmente por meio da narra\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, recontando ou contando hist\u00f3rias que foram obtidas, dessas entrevistas com especialistas ou das pr\u00f3prias experi\u00eancias. Isso demonstrou levar a uma compreens\u00e3o mais profunda dos fen\u00f4menos (Beck e Cable, 2011).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">4. Estrat\u00e9gia interpretativa<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">O conte\u00fado obtido deve ent\u00e3o ser classificado, estruturado e analisado. As informa\u00e7\u00f5es coletadas formam a base da interpreta\u00e7\u00e3o. Na etapa seguinte, uma estrat\u00e9gia de interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 escolhida. Para visitantes mais jovens, uma figura central pode ser desenvolvida ou o passeio pode ser feito como uma interpreta\u00e7\u00e3o de papel (por exemplo, como Alexander Humbold ou Lineu) ou como um mist\u00e9rio ou o passeio pode ser baseado em experi\u00eancia, por exemplo.\u00a0<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">5. Tema e subtemas<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">Ser\u00e1 definido um tema (por vezes tamb\u00e9m mais do que um) para o passeio que ligue todos os Pontos de Interesse com o objetivo de que o p\u00fablico-alvo se lembre do tema a longo prazo, demasiados temas s\u00e3o abordados superficialmente, resultando numa miscel\u00e2nea que o visitante dificilmente se lembrar\u00e1. A frase: \u201cDepois do passeio os visitantes lembram\u2026\u201d ajuda a criar o tema (Ham, 1992, Lehnes 2007, Ludwig 2012, Beck et al., 2018). Beck et al. (2018) afirmou que: \u201cTemas s\u00e3o aquelas ideias t\u00e3o importantes que os visitantes saem com elas\u2026. Selecionar os temas melhores, mais importantes, mais relevantes, mais interessantes e mais apropriados geralmente requer um processo de estreitamento ou foco. O genius loci \u2013 a ess\u00eancia do lugar, seu car\u00e1ter, suas qualidades especiais, seu significado \u2013 deve orientar a sele\u00e7\u00e3o dos temas\u201d. Um exemplo seria: \u201cAs plantas no topo da montanha lutam por suas vidas com muitos truques\u201d. Cada ponto de interesse tem um subtema &#8211; esta \u00e9 a mensagem central deste ponto e est\u00e1 ligada ao tema principal. Os subtemas devem ser apresentados de forma interativa, participativa, multiperspectiva e orientada para valores.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">6. Pr\u00e9-teste, avalia\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">Na pr\u00f3xima etapa, o roteiro da visita \u00e9 apresentado primeiro aos especialistas para garantir os ajustes e, em seguida, ao grupo-alvo principal em um pr\u00e9-teste. Esta visita ser\u00e1 avaliado e posteriormente otimizado ao final \u00e9 disponibilizado ao p\u00fablico.<\/p><p><b>Os 4 ases da interpreta\u00e7\u00e3o<\/b><\/p><p>Ludwig (2014) fala sobre os 4 ases, que \u00e9 importante ter em mente quando se planeja uma visita guiada (ver figura abaixo).\u00a0\u00a0<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/image2-e1698959748270.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"460\" \/><\/p><p>Fonte: Ludwig (2014).<\/p><p>Para cada visita guiada devem ser cumpridos os quatro princ\u00edpios b\u00e1sicos de interpreta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o eles:<\/p><ol><li><em>para promover a gest\u00e3o do nosso patrim\u00f4nio:\u00a0<\/em>a. Um guia deve sentir-se como um embaixador e ser pessoal: falar sobre a sua conex\u00e3o com o patrim\u00f4nio natural ou cultural visitado.<\/li><li><em>transformar fen\u00f4menos em experi\u00eancias\u00a0<\/em>\u00a0Ludwig (2014) sugere diferentes trampolins, para conectar o visitante: como narrativas, estimulando a percep\u00e7\u00e3o sensorial, a investiga\u00e7\u00e3o ou o jogo.<\/li><li><em>entrar em contato com os participantes:\u00a0<\/em>o mais importante \u00e9 estar em di\u00e1logo com os visitantes, o melhor \u00e9 fazer perguntas abertas ao inv\u00e9s de fechadas. Interatividade e participa\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais.<\/li><li><em>alinhar fatos com temas significativos : <\/em>os fatos s\u00e3o a base de qualquer interpreta\u00e7\u00e3o, mas a interpreta\u00e7\u00e3o tenta ir mais fundo e tornar os fatos significativos, transformando-os em um tema que conecta os visitantes. Ludwig (2014) sugere que o tema envolva uma frase curta, siga uma \u00fanica ideia, identifique o ponto contral, que possa ser experimentado no local, se relacione com o mundo dos participantes, funcione como um \u201cfarol\u201d.<\/li><\/ol><p><b>Outros aspectos importantes do planejamento interpretativo<\/b><\/p><p>\u00c9 importante considerar o seguintes aspectos para o plenajamento de uma oferta interpretativa .\u00a0 \u00a0<\/p><p><b>Cocria\u00e7\u00e3o<\/b><\/p><p>A cocria\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo \u00e9 essencial ao planejar uma oferta interpretativa. Isso significa que o p\u00fablico-alvo deve se envolver em todas as etapas do planejamento da oferta interpretativa e expressar sua opini\u00e3o. Se for o primeiro pr\u00e9-teste de uma visita guiada, os visitantes devem ser observados para ver como reagem a diferentes hist\u00f3rias ou experi\u00eancias, devendo ser escolhido o conte\u00fado que o grupo-alvo absorveu melhor.<\/p><p><b>Impacto positivo<\/b><\/p><p>Esta \u00e9 uma ferramenta poderosa para a conserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, observando e interpretando os problemas espec\u00edficos dos recursos naturais, com o objetivo de proteger o recurso e motivar comportamentos positivos e protetores dos visitantes.<\/p><p><b>Provis\u00e3o internacional<\/b><\/p><p>A oferta deve estar dispon\u00edvel no idioma nacional e pelo menos em mais uma l\u00edngua (ex ingl\u00eas e\/ou espanhol). Portanto, ao inv\u00e9s de de apenas traduzir para outro idioma, o site deve ser reinterpretado para tornar seu significado claro para os estrangeiros e incluir informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas familiares aos visitantes.<\/p><p><b>Acessibilidade<\/b><\/p><p>Para desfrutar da interpreta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o necess\u00e1rias infraestruturas adequadas: o acesso para cadeiras de rodas pode ser crucial, ou estacionamento suficiente para grupos maiores de autocarros, etc. No geral, a oferta deve ser sempre o mais livre de barreiras poss\u00edvel, adequada e confort\u00e1vel para o p\u00fablico-alvo.<\/p><p><b>No final \u2026 todos na mesa devem ser vencedores, mas o vencedor final deve ser o recurso, o patrim\u00f4nio<\/b><\/p><p>\u201cA responsabilidade do planejador \u00e9 encontrar maneiras pelas quais todos possam se beneficiar, mesmo que nem sempre cada indiv\u00edduo obtenha exatamente o que deseja. O sucesso final do processo e os produtos que dele resultam devem ser medidos no apoio cont\u00ednuo e na prote\u00e7\u00e3o do recurso relacionado ao tema central, seja ele qual for\u201d (Brochu, 2013).\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1067ebbf elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"1067ebbf\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-5\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 5. T\u00e9cnicas de interpreta\u00e7\u00e3o: T\u00e9cnicas e ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o verbal e n\u00e3o verbal para gerenciamento eficaz do grupo <\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-52695e53 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"52695e53\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b>Os atributos da interpreta\u00e7\u00e3o ou da abordagem interpretativa eficaz para a comunica\u00e7\u00e3o<\/b><\/p><p>Sam Ham, um dos autores essenciais no campo da interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, vem do campo da psicologia, e desenvolveu uma pesquisa relevante sobre como os seres humanos respondem a uma comunica\u00e7\u00e3o bem feita. Suas primeiras conclus\u00f5es foram que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 bem-sucedida quando: \u201c1) atrai e prende a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico por tempo suficiente para fazer um ponto e 2) apresenta o ponto de forma convincente\u201d. Para ser um bom int\u00e9rprete, \u00e9 preciso alcan\u00e7ar ambos os resultados e, para isso, Sam Ham prop\u00f5e a estrutura \u201cEnjoyable, Relevant, Organized and Thematic \u2013 EROT\u201d que refor\u00e7a as qualidades que devem ser consideradas para realizar uma interpreta\u00e7\u00e3o bem-sucedida (Ham, 1992).<\/p><p>Em 2013 Sam Ham prop\u00f4s que a ordem dos atributos \u00e9 importante, e que o TEMA deve vir primeiro. Isso porque, se n\u00e3o h\u00e1 tema, a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 apenas entretenimento, ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 mais interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p><ul><li><b>Tem\u00e1tico. <\/b>O <i>tema<\/i> \u00e9 a mensagem, ponto que a interpreta\u00e7\u00e3o quer fazer. O tema deve ser claro e declarado no in\u00edcio de um programa interpretativo, desenvolvido no programa e reapresentado na conclus\u00e3o. \u00c9 o fio que articula a narrativa. Essa qualidade ou atributo foi identificada por Arist\u00f3teles e foi introduzida na Interpreta\u00e7\u00e3o por Bill Lewis em 1980.<\/li><li><b>Organizado. <\/b>A comunica\u00e7\u00e3o, para ser eficaz, deve ser organizada. Em outras palavras, deve ser f\u00e1cil de seguir e n\u00e3o exigir muito esfor\u00e7o do seu p\u00fablico. Basicamente, para atingir a qualidade \u201corganizada\u201d, os seguintes pontos devem ser sempre considerados:<\/li><\/ul><p style=\"padding-left: 80px;\">a) Apresenta\u00e7\u00e3o: Boas-vindas, apresenta\u00e7\u00e3o (pessoal e da organiza\u00e7\u00e3o); apresenta\u00e7\u00e3o do programa ou circuito; apresenta\u00e7\u00e3o do tema (por que \u00e9 importante atender a este programa\/tour?); d\u00ea informa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas (dura\u00e7\u00e3o, banheiros, etc). Reserve um tempo para cobrir todos os pontos da Introdu\u00e7\u00e3o. Essa primeira impress\u00e3o \u00e9 crucial! A introdu\u00e7\u00e3o pode incluir uma anedota, uma frase inspiradora, uma piada, etc. Se necess\u00e1rio, considere incluir mapas da \u00e1rea visitada.<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">b) Corpo: Desenvolva de tr\u00eas a cinco subt\u00f3picos. Todos estes devem responder e contribuir para o grande tema interpretativo tratado. As transi\u00e7\u00f5es de um t\u00f3pico para outro devem ser planejadas.<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">c) Conclus\u00e3o: Deve ser inspiradora e provocar novas reflex\u00f5es ou a\u00e7\u00f5es. Para isso, a conclus\u00e3o deve incluir a reafirma\u00e7\u00e3o de mensagens e temas. Deixe um momento para perguntas finais. D\u00ea pistas para quem gostaria de ter mais informa\u00e7\u00f5es sobre o tema ou apoiar a causa. A conclus\u00e3o \u00e9 a \u00faltima impress\u00e3o deixada pelo guia. Diga adeus e obrigado aos visitantes. Aproveite o tempo para terminar com tempo suficiente para cobrir todos os pontos mencionados. EVITAR: Nenhum novo tema ou ponto de vista deve ser incorporado na conclus\u00e3o.<\/p><ul><li><b>Relevante.\u00a0<\/b>Isso significa que a interpreta\u00e7\u00e3o deve ser significativa para o p\u00fablico. Deve responder \u00e0 pergunta: como posso tornar essa interpreta\u00e7\u00e3o mais significativa para o meu p\u00fablico? Algumas respostas a considerar s\u00e3o: evitar termos t\u00e9cnicos ou explic\u00e1-los e ligar o mundo desconhecido que poderia ser apresentado a coisas familiares comuns que o p\u00fablico conhece. Para torn\u00e1-lo mais relevante, o int\u00e9rprete pode usar: exemplos, analogias, contrastes, similaridades e met\u00e1foras. Exemplo: \u201ca mata nativa \u00e9 o supermercado dos nossos antepassados. L\u00e1 encontraram comida, roupas e aquecimento\u201d.<\/li><li><b>Agrad\u00e1vel.\u00a0<\/b>A comunica\u00e7\u00e3o verbal e n\u00e3o verbal \u00e9 uma parte importante para alcan\u00e7ar um programa interpretativo agrad\u00e1vel.<\/li><\/ul><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><b>T\u00e9cnicas e ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o<\/b><\/p><p>Como chamar a aten\u00e7\u00e3o e manter a aten\u00e7\u00e3o do meu p\u00fablico\/visitantes? Existem muitas estrat\u00e9gias para atrair e manter a aten\u00e7\u00e3o do seu p\u00fablico. Aqui est\u00e3o alguns que n\u00e3o devemos esquecer:<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">a) Comunica\u00e7\u00e3o bilateral:<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">&#8211; O poder das perguntas para envolver os visitantes no programa\/tour interpretativo.<\/p><p style=\"padding-left: 80px;\">&#8211; Estrat\u00e9gias de resposta \u00e0s quest\u00f5es dos visitantes.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">b) Mudan\u00e7as no tom e na voz. \u00c9 importante evitar ser mon\u00f3tono.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">c) Linguagem corporal (atitude, postura, movimentos, etc.). Mantenha a harmonia entre o que voc\u00ea est\u00e1 dizendo e sua linguagem corporal. Evite movimentos de distra\u00e7\u00e3o.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">d) Mantenha-se criativo: Um guia interpretativo est\u00e1 sempre em busca de autorrealiza\u00e7\u00e3o e novas formas de se comunicar. Algumas \u00e1reas a explorar e que podem tornar a comunica\u00e7\u00e3o eficaz s\u00e3o:<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 a) Demonstra\u00e7\u00f5es,<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 b) Use material (fotos, mapas, etc) ao orientar.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 c) Planeje atividades em que o p\u00fablico possa ser o foco.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 d) Personifica\u00e7\u00e3o, ou hist\u00f3rias vivas.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Al\u00e9m destes t\u00f3picos, duas outras qualidades, ou atributos, interpretativos foram inclu\u00eddos pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Interpreta\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos. S\u00e3o elas: \u201cProp\u00f3sito\u201d (apresentado pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Interpreta\u00e7\u00e3o) e \u201cVoc\u00ea\u201d (apresentado por Wren Smith, Certified Interpretative Guide).<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Prop\u00f3sito<b> &#8211;\u00a0<\/b>nos lembra que a interpreta\u00e7\u00e3o deve cumprir uma miss\u00e3o. Tem metas e objetivos SMART.<\/p><p style=\"padding-left: 40px;\">Voc\u00ea<strong>\u00a0&#8211;\u00a0<\/strong>nos lembra que a paix\u00e3o individual de um\/a int\u00e9rprete faz a diferen\u00e7a. \u00c9 o que Freeman Tilden (1977) chamou de \u201cO Ingrediente Inestim\u00e1vel\u201d. Tamb\u00e9m deve ser reconhecido que &#8220;o melhor estilo para voc\u00ea \u00e9 o seu pr\u00f3prio estilo&#8221; e que &#8220;falar com o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 quase sempre mais poderoso do que falar apenas com a mente&#8221; (Ham, 1992).<\/p><p>Todas essas qualidades podem ser lembradas na sigla <b>POESIA em ingl\u00eas POETRY<\/b>: Purpose, Organised, Enjoyable, Thematic, Relevant and You. Interpretation is Poetry!\u00a0<\/p><p>J\u00e1 em portugu\u00eas, n\u00e3o temos uma sigla compat\u00edvel para facilitar a memoriza\u00e7\u00e3o (seria algo como PRATOV!?). Mas, uma coisa \u00e9 comum em qualquer pa\u00eds, Interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 Poesia! \u00c9 POETRY!\u00a0\u00a0<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6860f425 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"6860f425\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-6\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 6. Interpreta\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0s atividades em \u00e1reas naturais<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-376d6d36 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"376d6d36\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p class=\"ql-align-justify\">A interpreta\u00e7\u00e3o difere da informa\u00e7\u00e3o de duas maneiras fundamentais (Hvenegaard et al. 2009): primeiro, a interpreta\u00e7\u00e3o depende da informa\u00e7\u00e3o, mas procura revelar significados com base nessa informa\u00e7\u00e3o, de modo que &#8216;os visitantes aumentem o conhecimento e aprofundem a compreens\u00e3o&#8217;. Em segundo lugar, o principal objetivo da interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a instru\u00e7\u00e3o, mas a provoca\u00e7\u00e3o. Tal provoca\u00e7\u00e3o funciona para desenvolver aprecia\u00e7\u00e3o, respeito e senso de responsabilidade para com os lugares protegidos que est\u00e3o sendo interpretados.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">De acordo com Hvenegaard et al. ( 2009), as ferramentas de interpreta\u00e7\u00e3o da natureza devem estar dispon\u00edveis no local, enfatizando a experi\u00eancia em primeira m\u00e3o com o ambiente natural; fornecendo uma forma informal de educa\u00e7\u00e3o; lidando com um p\u00fablico volunt\u00e1rio e n\u00e3o cativo; visando satisfazer a expectativa normal de gratifica\u00e7\u00e3o dos visitantes; deve ser inspirador e motivacional por natureza; visando expandir o conhecimento, motivar atitudes e o comportamento dos visitantes, sua compreens\u00e3o e sua aprecia\u00e7\u00e3o e respeito pelo ambiente natural; criando experi\u00eancias baseadas nos valores constru\u00eddos a partir do patrim\u00f4nio natural e cultural.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Como exemplo, na China, a interpreta\u00e7\u00e3o de atrativos naturais focada apenas na apresenta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas foi considerada ineficaz e ignorada pela maioria dos visitantes (Xu et al., 2013). Inversamente, visitas guiadas, empregando uma abordagem \u201cest\u00e9tica\u201d para a interpreta\u00e7\u00e3o, usando hist\u00f3rias, arte e poesia, para envolver emocionalmente os visitantes com a paisagem, pareceram mais apropriadas, culturalmente relevantes e eficazes.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">A interpreta\u00e7\u00e3o do ambiente natural tamb\u00e9m visa motivar a mudan\u00e7a de comportamento dos visitantes em \u00e1reas naturais, mas o caminho para atingir esse objetivo nem sempre \u00e9 \u00f3bvio (por exemplo, Tubb 2003; Munro et al. 2008; Wan Mohamad Ariffin &amp; Goh, 2019). Por exemplo, pesquisas recentes mostraram a import\u00e2ncia de considerar tanto o uso de uma vers\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o \u201cgamificada\u201d quanto n\u00e3o \u201cgamificada\u201d, bem como o efeito da dist\u00e2ncia psicol\u00f3gica do visitante em rela\u00e7\u00e3o ao local visitado. Essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, uma vez que a interpreta\u00e7\u00e3o ambiental precisa gerar certos efeitos psicol\u00f3gicos que s\u00e3o impactantes: prazer do participante, autonomia, compet\u00eancia e relacionamento, e a obten\u00e7\u00e3o combinada desses efeitos, dando origem a uma chamada \u201cexperi\u00eancia l\u00fadica\u201d (ver Fr\u00edas- Jamilena et al. , 2022). Na mesma dire\u00e7\u00e3o, pesquisas recentes mostraram que os servi\u00e7os de interpreta\u00e7\u00e3o podem ter uma rela\u00e7\u00e3o direta positiva e significativa com o envolvimento reflexivo (ou seja, impress\u00f5es sensoriais e afinidade emocional levando os visitantes a refletir e melhorar seu comportamento), que por sua vez foram positiva e significativamente relacionados com as inten\u00e7\u00f5es comportamentais de ecoturismo (incluindo comportamento pr\u00f3-ambiental, comportamento ambientalmente amig\u00e1vel, ades\u00e3o \u00e0s diretrizes de ecoturismo, comportamento ecol\u00f3gico espec\u00edfico do local e comportamento de aprendizagem) (Lee et al., 2021).<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">De acordo com Sandberg e colaboradores (2020) \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 a media\u00e7\u00e3o dos sentimentos e do conhecimento da natureza. O objetivo da interpreta\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 criar uma compreens\u00e3o das interconex\u00f5es ecol\u00f3gicas e culturais fundamentais, bem como, o papel das pessoas na natureza. Atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o da natureza, s\u00e3o criadas experi\u00eancias positivas que podem aumentar a consci\u00eancia ambiental, tanto para os indiv\u00edduos como para a sociedade como um todo\u201d. Portanto, os objetivos b\u00e1sicos da interpreta\u00e7\u00e3o da natureza s\u00e3o (i) contribuir para um maior conhecimento e compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre as pessoas, a natureza e as paisagens culturais, e (ii) promover o cuidado com a natureza, o compromisso com o patrim\u00f4nio natural e cultural e a preserva\u00e7\u00e3o ambiental. quest\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Conseguir isso requer uma lideran\u00e7a forte e a capacidade de usar fala, texto e imagens para inspirar e criar um foco nos valores e hist\u00f3rias de uma paisagem. Tamb\u00e9m requer a capacidade de dialogar e contribuir para um senso de propriedade compartilhada.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Os valores e o papel social da interpreta\u00e7\u00e3o da natureza est\u00e3o ligados ao crescimento de ideias sobre a necessidade de prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais, fauna, flora e monumentos naturais. Tamb\u00e9m tem fortes ra\u00edzes na heran\u00e7a da sistematiza\u00e7\u00e3o e classifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, de Linnaeus, tamb\u00e9m no anseio do per\u00edodo rom\u00e2ntico pela natureza, bem como, nas demandas por atividades recreativas ao ar livre (Rhode, 2020). A interpreta\u00e7\u00e3o da natureza assenta na difus\u00e3o de valores b\u00e1sicos de conserva\u00e7\u00e3o: a natureza tem valor intr\u00ednseco; A natureza tem valor utilit\u00e1rio; A natureza \u00e9 fonte de experi\u00eancias, pertencimento e aprendizado; A natureza tem valor ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Quando os primeiros parques nacionais foram estabelecidos nos EUA, surgiu a necessidade de criar uma compreens\u00e3o dos princ\u00edpios b\u00e1sicos da conserva\u00e7\u00e3o da natureza entre todos os visitantes. O conceito de \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o\u201d foi estabelecido como forma de descrever a metodologia desse tipo de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">A interpreta\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 definida como um meio de (Rhode , 2020): incentivar a recrea\u00e7\u00e3o simples ao ar livre em sintonia com a natureza e de acordo com a tradi\u00e7\u00e3o local; mitigar a destrui\u00e7\u00e3o e danos em ambientes naturais vulner\u00e1veis; aumentar a compreens\u00e3o da necessidade de proteger a natureza e o meio ambiente; promover a compreens\u00e3o m\u00fatua entre aqueles que vivem e trabalham em paisagens naturais e culturais e o p\u00fablico em geral envolvido em atividades recreativas ao ar livre; gerar uma melhor compreens\u00e3o do uso humano da natureza a partir de uma perspectiva da hist\u00f3ria cultural; disseminar o conhecimento de como a atividade humana influencia os ecossistemas; promover o desenvolvimento social em maior harmonia com a natureza e os recursos naturais.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Assim, a interpreta\u00e7\u00e3o da natureza visa: fortalecer a compreens\u00e3o das pessoas sobre a natureza, biodiversidade, meio ambiente e patrim\u00f4nio cultural; fortalecer o acesso das pessoas \u00e0 recrea\u00e7\u00e3o ao ar livre; promover a participa\u00e7\u00e3o direta e a influ\u00eancia das pessoas na gest\u00e3o do ambiente natural e cultural; fornecendo inspira\u00e7\u00e3o para um estilo de vida mais saud\u00e1vel e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">O turismo baseado na natureza \u00e9 uma atividade em crescimento em todo o mundo. Assim, as experi\u00eancias que envolvem o patrim\u00f4nio natural s\u00e3o muitas vezes inclu\u00eddas em um roteiro juntamente com op\u00e7\u00f5es de hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o, gerando tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de int\u00e9rpretes da natureza como l\u00edderes de roteiros e eventos (Nyk\u00e4nen , 2020). Al\u00e9m disso, nos \u00faltimos anos, os int\u00e9rpretes da natureza tamb\u00e9m encontraram fun\u00e7\u00f5es em novas \u00e1reas, por exemplo, na assist\u00eancia social a idosos ou pessoas com dist\u00farbios psicol\u00f3gicos e doen\u00e7as mentais. Ao combinar conhecimento sobre a natureza e habilidades educacionais, o int\u00e9rprete da natureza pode trabalhar diretamente com esses grupos e atuar como um mentor para a equipe de atendimento, considerando a natureza e a interpreta\u00e7\u00e3o da natureza em seu trabalho di\u00e1rio.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Ser capaz de confiar na experi\u00eancia de primeira m\u00e3o \u00e9 um dos principais pontos fortes da interpreta\u00e7\u00e3o da natureza (Sandberg, 2020). Todas as paisagens carregam hist\u00f3rias que valem a pena ouvir (Cserhalmi, 2020). As hist\u00f3rias podem ser utilizadas como forma de gerar interesse pela paisagem e assim aumentar a vontade de preservar e desenvolver as suas qualidades. Isso inclui o encontro do participante com fen\u00f4menos e processos na paisagem, assim como com o int\u00e9rprete da natureza e os outros participantes. Atividades como orienta\u00e7\u00e3o, guiagem, di\u00e1logo, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, brincadeiras e dramatiza\u00e7\u00e3o oferecem oportunidades para experi\u00eancias em primeira m\u00e3o. Esses encontros geralmente ocorrem em grupos, mas a experi\u00eancia individual do participante \u00e9 sempre \u00fanica. Ao ajudar cada participante a descobrir conceitos e palavras que expressam sua experi\u00eancia, ela se transforma em algo que se torna parte duradoura de seu conhecimento (Sandberg, 2020).<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">Al\u00e9m da experi\u00eancia direta, os seguintes aspectos s\u00e3o particularmente importantes para entender o contexto da interpreta\u00e7\u00e3o da natureza e ajudam a destacar as oportunidades e escolhas que fazemos ao pensar e nos preparar para a interpreta\u00e7\u00e3o (Sandberg , 2020): como os int\u00e9rpretes usam a paisagem como um espa\u00e7o para experi\u00eancia e aprendizado; o que os int\u00e9rpretes desejam e podem alcan\u00e7ar no encontro com o visitante; e a rela\u00e7\u00e3o com os participantes e suas perspectivas.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">De acordo com o National Park Service, a interpreta\u00e7\u00e3o, no s\u00e9culo 21, deve ser (NPS 2014):<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\" style=\"padding-left: 40px;\">&#8211; Investigativa &#8211; Explorando m\u00faltiplas perspectivas e verdades atribu\u00eddas aos recursos; sintetizando evid\u00eancias cient\u00edficas e hist\u00f3ricas, import\u00e2ncia nacional e contexto atual;<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\" style=\"padding-left: 40px;\">&#8211; Participativa &#8211; Convidar o p\u00fablico a interagir com o recurso e entre si, enriquecendo as experi\u00eancias por meio de uma troca ativa de ideias;<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\" style=\"padding-left: 40px;\">&#8211; Colaborativa &#8211; Atendimento direto \u00e0s necessidades da comunidade por meio de relacionamentos fortes e mutuamente ben\u00e9ficos;<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\" style=\"padding-left: 40px;\">&#8211; Focado em Habilidades &#8211; Desenvolvendo habilidades para uma sociedade civil do s\u00e9culo 21, inspirando&nbsp; aprendizagem ao longo da vida e engajamento ativo.<\/p>\n<p class=\"ql-align-justify\">No entanto, para atingir esses objetivos, devem ser considerados os seguintes fatores (NPS 2014): a interpreta\u00e7\u00e3o faz parte de uma atividade de aprendizagem ao longo da vida; a globaliza\u00e7\u00e3o tem impactos enormes na interpreta\u00e7\u00e3o; a revolu\u00e7\u00e3o digital tem grandes impactos na interpreta\u00e7\u00e3o; lideran\u00e7a inovadora \u00e9 fundamental; \u00e9 necess\u00e1rio conhecimento das disciplinas e t\u00e9cnicas envolvidas na interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5a033156 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"5a033156\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-7\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 7. T\u00e9cnicas de entrega de conte\u00fado: interpreta\u00e7\u00e3o e storytelling<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1131ef14 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1131ef14\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><b style=\"color: var( --e-global-color-text );\">Defini\u00e7\u00e3o de storytelling<\/b><\/p><p>Contar hist\u00f3rias \u00e9 uma das principais t\u00e9cnicas de interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio que, de acordo com Lancaster (2001), \u201ctem sido uma honrada tradi\u00e7\u00e3o das sociedades humanas desde os tempos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, porque \u00e9 uma ferramenta poderosa para transmitir e compartilhar ideias, cren\u00e7as, valores e tradi\u00e7\u00f5es. Como as hist\u00f3rias s\u00e3o t\u00e3o eficazes para explicar o significado das coisas, elas est\u00e3o no centro da interpreta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p><p>Bruchac (2005) aponta o impacto que tem sobre seus ouvintes: \u201cContar hist\u00f3rias pode transmitir poderosamente informa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria cultural e natural. As hist\u00f3rias t\u00eam o potencial de prender a aten\u00e7\u00e3o de grandes p\u00fablicos de v\u00e1rias idades. Como as imagens das hist\u00f3rias s\u00e3o vividas na mente dos ouvintes e os ajudam a crescer mental e espiritualmente, eles ret\u00eam o que ouviram\u201d.\u00a0<\/p><p>Para Brochu e Merriman (2008) as hist\u00f3rias devem integrar aspectos \u201cintang\u00edveis\u201d como valores, descri\u00e7\u00f5es de sentimentos e emo\u00e7\u00f5es, conceitos \u00e9ticos e filos\u00f3ficos e conceitos e ideias universais. Um brainstorming duplo para hist\u00f3rias que fazem um local ou um t\u00f3pico valer a pena mostr\u00e1-lo ao p\u00fablico \u00e9 uma t\u00e9cnica eficaz para revelar valores tang\u00edveis e intang\u00edveis.<\/p><p>A interpreta\u00e7\u00e3o deve levar em considera\u00e7\u00e3o, sistematicamente, as diferentes necessidades dos principais grupos-alvo. Isso pode resultar na necessidade de fornecer hist\u00f3rias diferentes, com m\u00eddias diferentes para grupos-alvo principais especiais.<\/p><p><b>Um exemplo de storytelling<\/b><\/p><p>As pessoas acham a geologia muitas vezes chata, voc\u00ea tamb\u00e9m acha? Aqui est\u00e3o os mesmos fatos e um exemplo: Nas montanhas Kandel, no sul da Alemanha, em 1981 houve uma queda de uma rocha com 6.000 toneladas. Um corte de 200 metros foi aberto na floresta devido \u00e0 instabilidade geol\u00f3gica da rocha. J\u00e1 havia relat\u00f3rios geol\u00f3gicos que explicavam que a rocha era quebradi\u00e7a devido \u00e0 expans\u00e3o do gelo, no inverno. Mais de 40 anos depois, a floresta est\u00e1 recuperando parte dela e o corredor est\u00e1 ficando menor. Muitas plantas pioneiras podem ser encontradas aqui e os processos de forma\u00e7\u00e3o do solo podem ser observados.<\/p><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/natour-project.eu\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/images2.png\" alt=\"\" width=\"523\" height=\"314\" \/><\/p><p>O uso da narrativa para um passeio geol\u00f3gico pode terminar depois de mais algumas pesquisas contando \u00e0s pessoas sobre o Kandel Rockfall, assim:<\/p><p><b><i>Uma hora m\u00e1gica que termina em desastre<\/i><\/b><\/p><p>As bruxas gostavam de se reunir no Devil&#8217;s Chancel para noites selvagens de dan\u00e7a &#8211; ou assim diz a lenda. O Devil&#8217;s Chancel era um enorme bloco de rocha que ficava no topo da montanha Kandel. Todos os anos, na noite de Walpurgis, diz-se que as bruxas comemoravam com festas particularmente selvagens neste lugar. Em 1\u00ba de maio de 1981, o incr\u00edvel aconteceu. Pouco depois da meia-noite, o Devil&#8217;s Chancel desabou. Ele caiu nas profundezas com um barulho ensurdecedor e arrasou 200 metros de floresta no processo. Horas depois, o ar ainda cheirava a enxofre e algu\u00e9m encontrou uma vassoura entre os escombros!<\/p><p><b><i>Enfeiti\u00e7ado?<\/i><\/b><\/p><p>N\u00e3o foi realmente a dan\u00e7a das bruxas que causou o colapso da Devil\u2019s Chancel. Era apenas \u00e1gua da chuva que se infiltrava nas rachaduras da rocha. Quando a \u00e1gua congela, ela se expande em 9%. Quem j\u00e1 deixou uma garrafa de \u00e1gua no congelador sabe o resultado: o gelo abre a garrafa.<\/p><p><b><i>\u00e1gua destrutiva<\/i><\/b><\/p><p>Na montanha Kandel isso aconteceu em uma escala muito maior. A Devil\u2019s Cque caiu, pesava 6.000 toneladas, quase o mesmo que 550 \u00f4nibus urbanos! Com o tempo, e com mais de 140 dias de geada todos os anos, as rachaduras na base da rocha se expandiram. Tornou-se quebradi\u00e7o e eventualmente inst\u00e1vel. A \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o inofensiva quanto parece \u2013 ela pode fazer um enorme bloco de rocha desabar. Com o tempo, pode at\u00e9 destruir cadeias de montanhas inteiras.<\/p><p>Este exemplo mostra que os fatos s\u00e3o a base para contar hist\u00f3rias, fatos embutidos em uma hist\u00f3ria, torna-a muito mais agrad\u00e1vel e as pessoas se lembram melhor.<\/p><p><b>Aspectos b\u00e1sicos do storytelling<\/b><\/p><p>Contar hist\u00f3rias pode funcionar como uma \u201cchave\u201d para a interpreta\u00e7\u00e3o. As pessoas esquecem os fatos, mas se lembram das hist\u00f3rias. Strauss (1996) j\u00e1 compartilhava pr\u00e1ticas para contadores de hist\u00f3rias interpretativas: \u201c \u00c9 importante come\u00e7ar de forma simples \u2014 contar anedotas de suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e observa\u00e7\u00f5es. \u00c9 \u00fatil usar lendas, contos folcl\u00f3ricos, f\u00e1bulas, par\u00e1bolas, mitos e contos de fadas conforme eles se encaixam. A arte \u00e9 criar imagens e retratar a\u00e7\u00f5es simples para adicionar vida, sentimento e significado e ampliar as formas como algo pode ser mostrado\u201d. Mais aspectos mencionados por Strauss (1996) s\u00e3o os seguintes:<\/p><ul><li>Mostre relacionamentos e contexto &#8211; crie um senso de jornada.<\/li><li>Envolva todos os sentidos.<\/li><li>Enquadre qualquer fala interpretativa com uma hist\u00f3ria relacionada ao tema.<\/li><li>Use voz, gestos e movimentos flex\u00edveis.<\/li><li>Pratique, pratique, revise e pratique novamente &#8211; conte suas boas hist\u00f3rias com frequ\u00eancia.<\/li><\/ul><p><b>Enredo<\/b><\/p><p>Existem muitas abordagens para escrever um enredo, mas todas s\u00e3o projetadas para ajud\u00e1-lo a criar uma \u00fanica frase\/conte\u00fado que diga algo importante sobre seu recurso. Primeiro, voc\u00ea deve identificar v\u00e1rias coisas que gostaria que os visitantes soubessem sobre seu recurso e combin\u00e1-las em uma \u00fanica ideia, come\u00e7ando com um t\u00f3pico geral, reduzi-lo a um t\u00f3pico mais espec\u00edfico e transform\u00e1-lo em uma afirma\u00e7\u00e3o (Lancaster 2001).<\/p><p>Lancaster (2001) tamb\u00e9m sugere que um enredo deve:<span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">\u00a0<\/span><\/p><ul><li>Explique algo significativo sobre seu recurso e seja escrito como uma frase completa com foco em uma \u00fanica mensagem que voc\u00ea gostaria que os visitantes lembrassem;<\/li><li>ir al\u00e9m de uma mera descri\u00e7\u00e3o de fatos;<\/li><li>\u2022vincular coisas tang\u00edveis a ideias intang\u00edveis (explicar como diferentes aspectos de seu recurso refletem ideias, significados, cren\u00e7as e valores);<\/li><li>permitir que os visitantes decidam por si mesmos o que o recurso significa e dar aos visitantes a oportunidade de descobrir algumas coisas por conta pr\u00f3pria.<\/li><\/ul><p>Todos os elementos da hist\u00f3ria devem estar ligados \u00e0 ideia central e a hist\u00f3ria os mant\u00e9m todos juntos, fornecendo dire\u00e7\u00e3o.<\/p><p>O melhor que poderia acontecer j\u00e1 era escrito por Tilden (2007) em palavras claras:\u00a0<\/p><p>\u201cO int\u00e9rprete que cria um todo, elimina todos os detalhes menores ofuscantes e dirige-se diretamente para a perfei\u00e7\u00e3o de sua hist\u00f3ria descobrir\u00e1 que seus ouvintes est\u00e3o caminhando junto com ele &#8211; s\u00e3o companheiros de marcha. Em algum momento, torna-se a hist\u00f3ria deles tanto quanto a dele\u201d .<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-32d5339c elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"32d5339c\" data-element_type=\"widget\" id=\"topic-8\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">T\u00f3pico 8. A import\u00e2ncia do perfil do turista na interpreta\u00e7\u00e3o<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1fea0562 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1fea0562\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p>Programas interpretativos devem ser desenvolvidos para determinado perfil de p\u00fablico e audi\u00eancia. Se revisarmos os 6 princ\u00edpios da interpreta\u00e7\u00e3o de Freeman Tilden (Tilden, 1957), ele enfatizou o fato de que diferentes programas devem ser criados para diferentes p\u00fablicos e grupos. Essa ideia tamb\u00e9m est\u00e1 inclu\u00edda nos 15 princ\u00edpios de Beck e Cable (2011)<\/p><p>Finalmente, Sam Ham (1992) complementa essas ideias, desenvolvendo uma equa\u00e7\u00e3o que nos lembra que o mais importante \u00e9 ter um equil\u00edbrio entre informa\u00e7\u00f5es sobre os recursos, informa\u00e7\u00f5es do perfil do visitante e t\u00e9cnica adequada.<\/p><p>Por isso, n\u00e3o basta saber apenas sobre o recurso que estamos interpretando, mas tamb\u00e9m sobre os visitantes. Desta forma, podemos ajustar a interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades e motiva\u00e7\u00f5es do p\u00fablico.<\/p><p>A equa\u00e7\u00e3o interpretativa proposta por Ham (1992) \u00e9 a seguinte:<\/p><p>(CR + CV) x TA = IO<\/p><p>CR= Conhecimento do recurso<\/p><p>CV= Conhecimento do visitante<\/p><p>TA= T\u00e9cnica Apropriada<\/p><p>IO= oportunidade interpretativa<\/p><p>Essa equa\u00e7\u00e3o interpretativa nos lembra que o mais importante \u00e9 ter um equil\u00edbrio entre as informa\u00e7\u00f5es sobre o recurso, as informa\u00e7\u00f5es sobre o visitante e a t\u00e9cnica adequada.<\/p><p>Portanto, uma quest\u00e3o-chave que surge \u00e9: Que informa\u00e7\u00f5es devemos saber sobre nossos visitantes?<\/p><p>O ideal \u00e9 ter o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel: de onde v\u00eam, o que lhes interessa, n\u00edvel de estudo, etc. Quanto mais informa\u00e7\u00e3o tratarmos, mais adequada e de acordo com os interesses dos visitantes ser\u00e1 a nossa interpreta\u00e7\u00e3o. Quando n\u00e3o sabemos nada sobre nossos visitantes, uma pesquisa informal antes de iniciar o programa pode ser uma boa possibilidade.<\/p><p>Outros aspectos interessantes a considerar em rela\u00e7\u00e3o aos visitantes:<\/p><p>a) Nossos dois c\u00e9rebros. O int\u00e9rprete deve abordar os dois hemisf\u00e9rios do c\u00e9rebro de seu p\u00fablico.<\/p><p>b) Formas de aprendizagem dos visitantes. As pessoas aprendem de maneiras diferentes. Algumas pessoas s\u00e3o mais visuais, outras mais auditivas, algumas verbais e outras mais cinest\u00e9sicas. Em geral, somos um pouco de tudo, mas podemos ter algumas tend\u00eancias para um estilo de aprendizagem.<\/p><p>No guia interpretativo devem ser consideradas atividades que visem as diferentes formas de aprendizagem para que todo o p\u00fablico se sinta desafiado.<\/p><p>Outro aspecto importante \u00e9 considerar as necessidades dos visitantes. De acordo com a teoria amplamente utilizada de Abraham Maslow (1954), as pessoas t\u00eam hierarquias em suas necessidades. Em primeiro lugar est\u00e3o as necessidades fisiol\u00f3gicas b\u00e1sicas (ar, \u00e1gua, sono, seguran\u00e7a, etc.); depois v\u00eam as necessidades sociais (identifica\u00e7\u00e3o com um grupo, ser aceito e reconhecido); finalmente, h\u00e1 as necessidades de crescimento espiritual. Levando em considera\u00e7\u00e3o essa hierarquia, \u00e9 interessante pensar como, por meio de um guia interpretativo, garantimos o atendimento \u00e0s necessidades propostas por Maslow.<\/p><p>John Falks (2007) estabeleceu uma classifica\u00e7\u00e3o dos visitantes de acordo com suas motiva\u00e7\u00f5es. De acordo com esta abordagem, os visitantes podem ser classificados nos seguintes grupos:<\/p><ul><li>Exploradores<\/li><li>Facilitadores<\/li><li>Profissionais<\/li><li>Em busa de experi\u00eancias<\/li><li>Peregrinos espirituais<\/li><\/ul><p>Portanto, qualquer atividade interpretativa deve levar em considera\u00e7\u00e3o o tipo de visitante que temos diante de n\u00f3s e adapt\u00e1-la a esse perfil espec\u00edfico.<\/p><p>Por fim, al\u00e9m disso, h\u00e1 tamb\u00e9m mais alguns aspectos dos visitantes a serem levados em considera\u00e7\u00e3o ao realizar uma atividade interpretativa. Esses aspectos incluem:<\/p><p><span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">&#8211; O tipo de grupo: sozinho, em casal, fam\u00edlias com crian\u00e7as, pequenos grupos, grupos maiores\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">&#8211; A origem: locais, passeios de um dia, turistas nacionais, turistas estrangeiros\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">&#8211; O conhecimento pr\u00e9vio: sem conhecimento pr\u00e9vio, leigos interessados, especialistas\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">&#8211; Restri\u00e7\u00f5es: Carrinho de beb\u00ea, cadeira de rodas, deficientes, cegos, surdos\u2026<\/span><\/p><p><span style=\"text-transform: none; color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif;\">&#8211; Locomo\u00e7\u00e3o: Passeio pedestre, bicicleta, canoa, mergulho, passeio de autocarro, passeio de carro\u2026<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00f3pico 1. Introdu\u00e7\u00e3o: defini\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial. G\u00eanese e hist\u00f3ria da interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio. Formas de interpreta\u00e7\u00e3o patrimonial. Interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio para a comunica\u00e7\u00e3o A interpreta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio \u00e9 um processo de comunica\u00e7\u00e3o e tem um potencial significativo para a media\u00e7\u00e3o bem-sucedida do conhecimento cient\u00edfico para v\u00e1rios grupos-alvo em atividades na natureza, em parques nacionais, [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-14684","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14684"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15012,"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/14684\/revisions\/15012"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/natour-project.eu\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}